O agravamento do conflito no Oriente Médio provocou nova rodada de volatilidade nos mercados nesta sexta-feira (6).
O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,244, queda de R$ 0,043 (-0,81%). A cotação oscilou durante a manhã e chegou a R$ 5,31 pouco depois das 11h. Investidores aproveitaram o pico para vender moeda, e dados que mostraram desaceleração da economia dos Estados Unidos contribuíram para a reversão e a queda da divisa.
Apesar do recuo diário, o dólar subiu 2,08% na primeira semana de março. No acumulado de 2026, a moeda acumula perda de 4,51%.
No mercado acionário, o Ibovespa, da B3, fechou em 179.365 pontos, recuo de 0,61%. O índice caiu 4,99% na semana, registrando sua pior performance semanal desde junho de 2022.
As ações da Petrobras foram exceção e se valorizaram. Os papéis ordinários avançaram 4,12%, para R$ 45,78, e as preferenciais subiram 3,49%, para R$ 42,11. O movimento reflete a alta do petróleo e o forte crescimento do lucro da estatal no ano passado.
O preço do petróleo seguiu firme com a tensão no Estreito de Ormuz — por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. O barril Brent subiu 8,52% e fechou a US$ 92,69. O WTI avançou 12,2% no dia, a US$ 90,90. Desde o início do conflito, o petróleo acumula alta próxima a 30%.
Nos Estados Unidos, o fechamento de 92 mil vagas de emprego em fevereiro surpreendeu investidores. O resultado, influenciado por nevascas intensas e por uma greve de enfermeiros, ficou pior que o esperado. A leitura fraca do mercado de trabalho levou parte dos investidores a retirarem recursos de títulos do Tesouro norte-americano, pressionando o dólar em várias praças.
Com informações da Reuters.



