**Dólar inicia julho em alta, impulsionado por judicialização do IOF e realização de lucros**
O dólar comercial encerrou o primeiro dia de julho cotado a R$ 5,461, com uma alta de R$ 0,027, equivalente a 0,51%. Após momentos de estabilidade inicial, a moeda norte-americana apresentou uma valorização consistente ao longo do dia, atingindo seu pico por volta das 15h30, quando chegou a R$ 5,47.
No acumulado de 2025, a moeda teve uma queda de 11,63%. O valor de fechamento do dia anterior foi de R$ 5,43, o menor registrado desde setembro do ano passado.
No mercado de ações, o cenário foi mais otimista. O índice Ibovespa, da B3, encerrou em 139.549 pontos, acumulando uma alta de 0,5%. Este resultado marca o terceiro maior nível da história, apenas atrás das marcas alcançadas em maio de 2023, quando o índice superou a marca de 140 mil pontos.
A recente decisão do governo de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar sustentar o decreto que eleva o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) acabou por afetar a taxa de câmbio. O mercado financeiro demonstrou apoio à revogação do decreto.
Adicionalmente, a movimentação de investidores que optaram por realizar lucros diante da cotação relativamente baixa do dólar contribuiu para a alta da moeda.
Fatores externos também tiveram impacto sobre o câmbio. Dados mistos da economia dos Estados Unidos, que mostraram produção industrial em linha com as expectativas e criação de empregos superior ao previsto, resultaram em uma valorização do dólar frente a outras moedas de países emergentes.
Por fim, declarações de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, adicionaram tensão ao cenário econômico global. Powell comentou que a redução das taxas de juros nos EUA teria se iniciado caso não fosse a política tarifária da administração do ex-presidente Donald Trump, o que gerou uma atmosfera de cautela sobre as próximas decisões da autoridade monetária norte-americana.



