quarta-feira, março 25, 2026
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Descubra o que é o Brics e sua reunião no Rio a partir de domingo

Mais de oito meses após o Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro ser palco da reunião do G20, a cidade volta a receber destaque internacional. Nos dias 6 e 7 de outubro, será realizada a cúpula do Brics, sob a presidência do Brasil.

O Brics, um fórum das principais economias fora do G7, busca promover a cooperação entre países do Sul Global, englobando temas de relevância internacional e buscando maior influência em instituições como a ONU, FMI e Banco Mundial.

Atualmente, o Brics conta com 11 países membros: África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Índia, Irã e Rússia. Além disso, há 10 países parceiros: Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã.

Os países parceiros foram introduzidos durante a cúpula de Kazan, na Rússia, em outubro de 2024, sendo convidados a participar de reuniões e discussões, mas sem poder de deliberação.

O conceito de Brics surgiu em um estudo de 2001 e o grupo formalizou sua estrutura em 2006. Em 2011, a África do Sul foi incorporada, e, recentemente, novos membros, como o Egito e a Indonésia, aumentaram o número de integrantes.

As nações do Sul Global, frequentemente em desenvolvimento e com histórico de colonização, buscam maior equidade nas relações internacionais. Apesar do nome, alguns de seus integrantes estão localizados no hemisfério norte.

No que diz respeito a uma futura expansão, a presidência brasileira afirmou que não há planos imediatos para integrar novos países, e qualquer pedido será considerado individualmente.

O Brics, embora não seja uma organização formal, visa a coordenação de políticas entre seus membros. A cúpula atual é realizada no Brasil, em sequência à presidência rotativa, com o próximo encontro programado para a Índia em 2026.

Em questões econômicas, os 11 países do Brics representam 39% da economia mundial e 48,5% da população global. Em 2024, esses países foram responsáveis por 36% das exportações brasileiras e aproximadamente 34% das importações.

No setor energético, o Brics destaca-se, com 43,6% da produção mundial de petróleo e 36% de gás natural, além de deter 72% das reservas de minerais raros, essenciais para várias tecnologias.

As prioridades do Brasil na cúpula incluem cooperação em saúde, comércio e investimentos, enfrentamento das mudanças climáticas, regulamentação da inteligência artificial e segurança global.

Criado em 2015, o Novo Banco de Desenvolvimento (Banco do Brics) é uma instituição financeira destinada a financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável, já aprovando investimentos significativos. Além disso, o Arranjo Contingente de Reservas (ACR) foi estabelecido para fornecer suporte financeiro entre os membros em casos de dificuldades econômicas, com um total de reservas disponíveis que chega a US$ 100 bilhões.

Dessa forma, o Brasil se posiciona como um ator essencial nas discussões que envolvem o Brics e as nações do Sul Global, fortalecendo sua influência nas questões internacionais.

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