A Prefeitura de Dourados publicou nesta quinta-feira (23), em edição suplementar nº 6.612 do Diário Oficial do Município, o Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya. O documento tem 36 páginas e reúne medidas previstas para conter a epidemia na Reserva Indígena e na zona urbana do município.
O plano foi elaborado pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela gestão municipal para coordenar a resposta à transmissão do vírus. A publicação serve para formalizar diretrizes e responsabilidades entre os órgãos envolvidos.
O documento leva em conta a presença da Reserva Indígena em Dourados, o que exige ações adaptadas e articulação permanente com o Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS). A gestão municipal e o DSEI-MS passarão a conduzir as medidas de forma conjunta no âmbito do COE.
A estratégia do plano está organizada em eixos que orientam planejamento, operação, monitoramento e avaliação das ações. O foco abrange tanto o território indígena quanto a área urbana, com meta de ampliar o acesso à assistência e reduzir morbidade e mortalidade associadas à chikungunya.
Entre as prioridades estão a organização da rede de atenção, o fortalecimento da capacidade diagnóstica e a padronização de fluxos assistenciais. O material prevê estratificação de risco, manejo clínico em tempo hábil e encaminhamento ágil de casos.
Também estão previstos o fortalecimento da integração entre os pontos da Rede de Atenção à Saúde, capacitação continuada das equipes e gestão qualificada da informação para subsidiar a tomada de decisão.
O plano estabelece uma lógica operacional dinâmica, baseada no acompanhamento sistemático do cenário epidemiológico e na adaptação das ações conforme a evolução dos indicadores. A implantação do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública para enfrentamento da Chikungunya (COE-Chikungunya) consta como medida estratégica do documento.
Os objetivos incluem coordenar e executar ações de resposta por meio de planejamento estratégico, gestão de recursos, monitoramento constante e uso qualificado da informação. Entre os desafios apontados estão a governança e articulação institucional, execução de ações prioritárias, monitoramento de indicadores, integração intersetorial e gestão de recursos financeiros, contratos e equipes.
O plano também prevê medidas para garantir transparência e suporte logístico-operacional. O objetivo central é reduzir a incidência e os impactos na saúde pública, atuando de forma integrada entre vigilância e assistência para oferecer cuidado integral, oportuno e resolutivo a suspeitos e confirmados de chikungunya.



