O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) de Dourados confirmou nesta quinta-feira (30) a nona morte por complicações da chikungunya no município. O COE foi criado pela prefeitura para coordenar a resposta à epidemia na Reserva Indígena e ao avanço da doença na área urbana.
A vítima mais recente era indígena, de 29 anos, moradora da Aldeia Bororó. Ela apresentou os primeiros sintomas em 19 de abril e faleceu em 25 de abril no Hospital da Vida. Com esse óbito, sobe para nove o número de mortes atribuídas à chikungunya em Dourados; oito das vítimas eram indígenas.
O registro anterior de óbitos inclui:
– 25 de fevereiro: indígena, 69 anos;
– 9 de março: indígena, 73 anos;
– 10 de março: bebê indígena, 3 meses;
– 12 de março: indígena, 60 anos;
– 14 de março: indígena, 77 anos;
– 24 de março: bebê indígena, 1 mês;
– 3 de abril: indígena, 55 anos;
– 13 de abril: paciente, 63 anos.
O Informe Epidemiológico divulgado nesta quinta-feira aponta 35 pacientes internados com chikungunya em Dourados. A distribuição por unidade hospitalar é a seguinte: 2 no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá), 20 no Hospital Universitário (HU-UFGD), 3 no Hospital Cassems, 4 no Hospital Regional, 3 no Hospital da Vida e 3 no Hospital Evangélico Mackenzie.
No panorama geral do município foram registradas 7.371 notificações de chikungunya, das quais 5.271 são consideradas casos prováveis, 2.755 confirmados, 2.100 descartados e 2.516 seguem em investigação.
Nas Aldeias Bororó e Jaguapiru, a situação também é grave: 3.113 notificações, com 2.474 casos prováveis, 1.759 confirmados, 636 descartados e 715 em investigação.
O COE emitiu alerta à população sobre a necessidade de participação coletiva no enfrentamento ao Aedes aegypti.



