### Câmara de Dourados inaugura Sala Rosa para atendimento a mulheres vítimas de violência
A Câmara Municipal de Dourados inaugurou nesta quarta-feira (18) a Sala Rosa, espaço voltado ao acolhimento gratuito de mulheres que enfrentam situações de violência e discriminação de gênero.
O atendimento será realizado na sede do Legislativo, na Avenida Marcelino Pires, nº 3.600, de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h. Os casos recebidos serão avaliados e encaminhados aos órgãos responsáveis.
A iniciativa é ligada à Procuradoria da Mulher da Câmara de Dourados, instituída pela Resolução nº 164/2021. Entre as atribuições do órgão estão o acompanhamento de políticas municipais de igualdade de gênero, a realização de campanhas educativas e antidiscriminatórias, a cooperação com instituições voltadas às mulheres e a promoção de pesquisas, palestras e seminários.
A Sala Rosa será presidida pela vereadora Liandra da Saúde (PTB), com vice-presidência da vereadora Tania Cristina (PP). A assistente social Piedra dos Santos Roza também participará dos atendimentos.
### Outubro Rosa
A inauguração ocorreu no mesmo dia de uma atividade do Outubro Rosa voltada às servidoras da Câmara. A programação discutiu a prevenção, o diagnóstico precoce e o rastreamento dos cânceres de mama e de colo do útero.
Participaram da roda de conversa a ginecologista e mastologista Ana Teresa Gusmão de Lucia, a enfermeira Claudia Janayna Carollo e a psicóloga Andreia Moraes Bonito Silva, coordenadora municipal de Políticas Públicas para Mulheres.
Durante a semana, servidoras públicas do Legislativo terão acesso gratuito a mamografias e exames preventivos de colo do útero, o papanicolau, no Hospital de Amor de Dourados.
Dados apresentados no evento indicam que hábitos como controle do peso corporal, atividade física regular e alimentação equilibrada podem contribuir para a prevenção do câncer de mama. Entre os fatores associados ao risco da doença estão predisposição genética, consumo de álcool e tabaco, sedentarismo e alimentação inadequada.
A observação de alterações nas mamas, como nódulos, dores, secreções, deformidades, enrugamentos ou descamações, exige investigação médica. O autoexame, porém, não substitui consultas e exames clínicos.
Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama deveria registrar 73.610 novos casos no Brasil em 2023, com risco estimado de 66,54 diagnósticos a cada 100 mil mulheres.



