terça-feira, julho 14, 2026
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Bolsa recua 1,2% e dólar avança a R$ 5,13 em meio à tensão global

**Tensão no Oriente Médio derruba Bolsa, eleva dólar e faz petróleo disparar**

O agravamento das tensões no Oriente Médio afetou os mercados financeiros nesta segunda-feira (13). O Ibovespa fechou em queda, o dólar avançou frente ao real e os preços do petróleo tiveram forte alta no exterior, em meio ao receio de problemas no fornecimento global da commodity.

O principal índice da B3 encerrou o pregão aos 175.739 pontos, com baixa de 1,2%. Já o dólar comercial terminou o dia cotado a R$ 5,131, alta de 0,46%. No mercado internacional, o petróleo Brent subiu 9,59%, para US$ 83,30 o barril.

A Bolsa brasileira chegou a operar próxima da estabilidade no início do dia, mas perdeu força com o aumento da cautela nos mercados globais. O movimento foi provocado pela piora do cenário geopolítico envolvendo Estados Unidos e Irã.

A disparada do petróleo beneficiou ações do setor, especialmente as da Petrobras, que ficaram entre as mais negociadas do pregão. Os papéis ordinários da estatal subiram 3,44%, enquanto as ações preferenciais avançaram 2,55%.

Outras petroleiras também registraram ganhos. Ainda assim, a alta desses ativos não foi suficiente para impedir a queda do Ibovespa, pressionado por perdas em bancos, mineradoras e empresas ligadas ao consumo.

Investidores passaram a avaliar o risco de que a alta do petróleo gere novos impactos sobre a inflação global. Esse cenário pode influenciar as decisões de política monetária nas principais economias, com reflexos sobre os juros.

No câmbio, o dólar acompanhou a valorização da moeda norte-americana diante de divisas de países emergentes. Durante a sessão, chegou a R$ 5,142, em meio à maior aversão ao risco.

No Brasil, o mercado também repercutiu o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. A pesquisa manteve a projeção para o dólar em R$ 5,20 no fim deste ano e preservou a expectativa de Selic a 14% ao ano ao fim de 2026.

O petróleo foi o principal foco dos investidores no exterior. Além do Brent, o WTI, referência nos Estados Unidos, subiu 9,42% e fechou a US$ 78,14 por barril.

A valorização ocorreu diante das preocupações com o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. A possibilidade de restrições no local ampliou o temor de redução na oferta global.

O quadro de instabilidade foi reforçado por novos episódios de violência na região, incluindo ataques envolvendo forças do Iêmen e da Arábia Saudita, além de explosões registradas na cidade iraniana de Bandar Abbas.

Com a escalada da crise, analistas esperam maior volatilidade nos mercados internacionais nas próximas semanas.

*Com informações da Reuters*

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