quarta-feira, setembro 23, 2026

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BID eleva para US$ 4 bilhões fundo de segurança para a América Latina

# BID amplia para US$ 4 bilhões recursos contra crime organizado na América Latina

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) elevará de US$ 2,5 bilhões para US$ 4 bilhões o financiamento destinado a ações de segurança pública na América Latina e no Caribe entre 2026 e 2028. Os recursos serão aplicados em projetos de prevenção e combate à violência e ao crime organizado.

A ampliação foi anunciada nesta quarta-feira (5), durante a abertura da Cúpula da Aliança para a Segurança, a Justiça e o Desenvolvimento, realizada no Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília.

De acordo com o BID, quase 60% das metas traçadas inicialmente para três anos da iniciativa foram atingidas em apenas um ano. O aumento no volume previsto de financiamento ocorre diante da procura dos países da região por apoio na área de segurança.

A América Latina e o Caribe reúnem cerca de 8% da população do mundo, mas concentram aproximadamente um terço dos homicídios registrados globalmente.

Durante o evento, o governo brasileiro defendeu maior articulação internacional, com intercâmbio de informações e ações voltadas ao enfraquecimento financeiro de organizações criminosas. A estratégia inclui a identificação e o bloqueio de recursos movimentados por grupos que atuam em rede e utilizam mecanismos financeiros internacionais.

A cúpula também formalizou a entrada da Interpol na Força-Tarefa de Resposta Rápida Contra a Violência e o Crime Organizado. O mecanismo oferece assistência técnica e suporte a países que enfrentem crises ou ameaças emergenciais relacionadas à criminalidade.

A participação da Interpol deverá ampliar as missões técnicas, o compartilhamento de conhecimento e o fortalecimento operacional dos países envolvidos.

Ainda durante o encontro, o BID e o governo federal assinaram um memorando de entendimento para expandir a cooperação no combate ao crime organizado no Brasil. O acordo prevê até R$ 5 bilhões para apoio técnico e financeiro ao Programa Brasil contra o Crime Organizado.

Os investimentos devem contemplar a melhoria das investigações de homicídios, o reforço da segurança em unidades prisionais, o combate às estruturas financeiras de facções e ações contra o tráfico de armas, munições e explosivos.

A Aliança para a Segurança, a Justiça e o Desenvolvimento reúne 23 países-membros e 14 parceiros estratégicos. A iniciativa busca coordenar investimentos e políticas de prevenção da violência, modernização da Justiça, fortalecimento institucional e combate a mercados ilegais.

O Brasil assumiu a presidência temporária da aliança pelo período de 12 meses.

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