quarta-feira, março 25, 2026
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Após reunião em Israel, ministro francês diz que guerra ainda está longe do fim

Tel Aviv — O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, esteve em Israel nesta sexta-feira (20) em uma sequência de visitas diplomáticas destinadas a buscar alternativas para a escalada do conflito na região. Em Tel Aviv, ele se reuniu com o ministro israelense Gideon Saar.

Ao chegar para a coletiva de imprensa, Barrot e sua comitiva foram conduzidos a um abrigo antiaéreo após o acionamento de sirenes: o Exército israelense informou ter detectado mísseis lançados em direção ao território nacional, atribuídos ao Irã.

Na quinta-feira, o ministro francês havia visitado o Líbano como parte dos mesmos esforços para reduzir tensões e buscar um cessar-fogo naquele país. A França, que mantém laços históricos com o Líbano, tem atuado junto aos Estados Unidos para mediar a crise que se intensificou desde os disparos do Hezbollah contra Israel, iniciados em 2 de março.

Fontes informaram que Paris manifestou reservas sobre a possibilidade de uma operação terrestre israelense no sul do Líbano. Também foi ressaltado que o Exército libanês precisa tomar medidas para desarmar o Hezbollah, conforme exigência do governo de Beirute.

Beirute ofereceu conversações diretas a Israel, mas Jerusalém considerou a proposta insuficiente e tardia, segundo fontes familiarizadas com o tema. O presidente libanês Joseph Aoun manteve encontros com representantes estrangeiros nos últimos dias. O Hezbollah rejeitou a iniciativa de negociações e prosseguiu com ações militares; Israel, por sua vez, realizou ataques aéreos no Líbano desde o início dos confrontos em março.

Na semana passada, a França apresentou contrapropostas às ideias dos Estados Unidos para encerrar a crise, conforme dois diplomatas. Três diplomatas disseram que Washington reagiu de forma morna às propostas, mas as conversas entre os aliados seguem em andamento. Segundo esses interlocutores, Israel rejeitou as propostas francesas.

A presença de Barrot na região reflete a intensificação das tentativas diplomáticas internacionais para conter a escalada, apesar de resistências e divergências entre as partes envolvidas.

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