Uma escola na zona oeste do Rio de Janeiro iniciará a implementação do projeto Poéticas na Escola – Slam. A Escola Municipal Ginásio Emilinha Borba, localizada no bairro de Santa Cruz, começará a receber, a partir de hoje (8), dez oficinas destinadas a alunos de 12 a 14 anos. As atividades enfocam o slam, um estilo de poesia recitada que aborda questões sociais, sem o uso de música ou figurinos.
As aulas estão programadas para ocorrer até a metade de novembro e fazem parte de uma iniciativa que já passou por 13 escolas na cidade e na região metropolitana, alcançando mais de 2.770 jovens. O foco do projeto é estimular a literatura e a expressão poética entre os estudantes.
A organização Alkebulan Arte & Cultura coordena a iniciativa, com apoio de instituições públicas, incluindo o Ministério da Cultura e a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.
O projeto busca despertar o interesse pela leitura entre os jovens. Há uma expectativa de que a participação nas oficinas contribua para a autoconfiança dos estudantes, tanto na fala quanto na escrita. A poesia se mostra como uma alternativa para que muitos alunos lidem com suas emoções e experiências pessoais, levando a um maior interesse por literatura e escrita espontânea após as atividades.
Entretanto, há um desafio significativo relacionado à falta de recursos financeiros, o que pode afetar a estruturação do programa. Além disso, a conciliação das oficinas com a rotina escolar tem apresentado dificuldades. As atividades na Escola Emilinha Borba, por exemplo, serão realizadas no contraturno escolar.
A ideia de promover batalhas de poesia nas escolas surgiu em Chicago, nos anos 1980, e rapidamente encontrou ressonância entre os jovens brasileiros, especialmente nas periferias, servindo como uma importante ferramenta de expressão e resistência. O Brasil atualmente conta com um circuito de competições pelo país.



