segunda-feira, março 30, 2026
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Haddad afirma que tarifaço teve mais efeitos negativos do que positivos para os cidadãos dos EUA

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (7) que o Brasil se prepara para apresentar argumentos econômicos sólidos durante as negociações com os Estados Unidos, visando reverter o aumento de tarifas impostas a produtos brasileiros. Ele destacou que essa medida tem elevado os custos de vida nos EUA.

Entre os produtos afetados estão café, frutas e carnes. Haddad enfatizou que os Estados Unidos começaram a perceber que as tarifas têm gerado mais prejuízos do que benefícios para a economia americana, especialmente no que diz respeito ao aumento dos preços de produtos como café e carne.

A questão foi discutida em uma videoconferência ocorrida na segunda-feira (6), entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante a conversa, Lula solicitou a remoção da sobretaxa de 40% imposta ao Brasil e pediu o fim das restrições aplicadas a autoridades brasileiras.

Trump designou o secretário de Estado, Marco Rubio, para prosseguir com as negociações. Além disso, os dois líderes trocaram números de telefone para facilitar a comunicação direta e planejam um encontro pessoal em breve.

Haddad também observou que várias partes sugeriram alternativas para conduzir as negociações, mas ressaltou que a diplomacia brasileira, reconhecida internacionalmente, seguirá sua abordagem. Ele ressaltou a confiança na estratégia definida por Lula, acreditando que ela trará resultados positivos para o Brasil.

A atual tarifa é parte de uma nova política adotada pela administração de Trump, que visa aumentar as tarifas sobre parceiros comerciais para lidar com uma perda de competitividade da economia americana em relação à China. Em abril, tarifas foram introduzidas com base no déficit comercial dos EUA com diferentes países. Enquanto inicialmente se impôs uma taxa de 10% ao Brasil, uma sobrecarga de 40% foi aplicada em agosto, em resposta a decisões que, segundo Trump, afetavam empresas de tecnologia dos EUA, e em decorrência da situação política brasileira relacionada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

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