quarta-feira, abril 1, 2026
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Bares e fabricantes oferecem treinamento para empresas na detecção de bebidas falsificadas

Associações do setor de alimentação e bebidas estão promovendo treinamentos gratuitos para proprietários e funcionários de bares e restaurantes, com foco na identificação de bebidas falsificadas ou adulteradas. A iniciativa é conduzida pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), pela Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD) e pela Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe).

Os cursos abordam diversas maneiras de detectar sinais de falsificação em garrafas, rótulos, tampas e líquidos. A orientação inicial destaca a tampa como o ponto mais crítico de segurança. Tampas originais apresentam acabamento sem amassados e com qualidade de impressão elevada. A presença de lacres plásticos sobrepostos a tampas decoradas é um indicativo de adulteração.

Outro aspecto importante é o selo fiscal, obrigatório para bebidas destiladas importadas. O selo, produzido pela Casa da Moeda do Brasil, deve apresentar holografia que revela as letras R, F ou B uma de cada vez. Se todas forem visíveis ao mesmo tempo, a autenticidade do selo está em dúvida.

Adicionalmente, as associações afirmam que garrafas da mesma marca devem ter níveis de enchimento consistentes e líquidos transparentes. Diferenças de cor podem indicar falsificação. Produtos legítimos devem ter impressões de alta qualidade e informações obrigatórias em português, como ingredientes e registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Erros de grafia são um sinal claro de produtos não autênticos.

O treinamento também alerta sobre os riscos legais associados à compra de bebidas de canais informais. Estabelecimentos que não adotam a devida diligência podem enfrentar problemas legais. Além disso, o curso oferece diretrizes para o descarte seguro de garrafas vazias, visto que 100% das bebidas falsificadas encontradas em operações policiais eram envasadas em garrafas reutilizadas.

Um estudo realizado em abril pela Federação de Hotéis, Bares e Restaurantes do Estado de São Paulo (FHORESP) revelou que 36% das bebidas no Brasil são falsas, adulteradas ou contrabandeadas. A federação aconselha as empresas a verificarem a procedência dos produtos, a adquirirem apenas de fornecedores conhecidos e a exigirem notas fiscais, sugerindo também a conferência da autenticidade dessas notas junto à Receita Federal.

Além disso, a preocupação com bebidas falsificadas tem afetado o consumo em eventos sociais. Em São Paulo, relatos apontam que alguns estabelecimentos suspenderam a venda de destilados como precaução. O desejo de garantir a segurança dos clientes e evitar riscos à saúde tem levado proprietários a reconsiderarem suas atividades.

Casos recentes de contaminação por metanol em bebidas alcoólicas têm gerado receios entre os consumidores, influenciando o comportamento em festas e encontros sociais. Estes fatores ressaltam a necessidade de maior vigilância e cuidados no consumo de bebidas alcoólicas em diversas situações.

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