sexta-feira, abril 3, 2026
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Mato Grosso do Sul se destaca nacionalmente com tratamento integral para fibrose cística

**Assistência Farmacêutica Especializada Promove Diagnóstico Precoce de Fibrose Cística em Mato Grosso do Sul**

O Governo de Mato Grosso do Sul tem avançado na assistência farmacêutica especializada, visando proporcionar cuidados integrais a pessoas com fibrose cística. A estruturação dessa rede coloca o estado como um modelo para o restante do país.

O processo de diagnóstico começa com o teste do pezinho, oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esse exame está em fase de ampliação, permitindo a detecção precoce da fibrose cística e outras doenças genéticas graves. Desde 2001, a doença integra a lista de condições que podem ser diagnosticadas por meio da triagem neonatal.

Em 2025, a Resolução SES n.º 381 implementará uma versão expandida do teste, aumentando de 7 para mais de 40 o número de doenças rastreadas em recém-nascidos. Isso permitirá um diagnóstico mais eficiente e tratamento imediato para patologias como a atrofia muscular espinhal e imunodeficiências primárias.

Após a triagem inicial, os recém-nascidos que testam positivo realizam o teste do suor, procedimento considerado padrão para confirmação do diagnóstico. Eles são então encaminhados ao IPED/APAE, em Campo Grande, onde recebem acompanhamento especializado.

O atendimento é feito de forma multidisciplinar, reunindo profissionais como pneumologistas, gastroenterologistas, geneticistas, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e assistentes sociais. A criação dessa rede de atendimento, estabelecida pela Resolução nº 061/2014 da SES, foi crucial para estruturar os cuidados a pacientes com fibrose cística.

Os pacientes diagnosticados recebem medicamentos gratuitamente pela rede pública, incluindo enzimas digestivas, antibióticos, broncodilatadores e os mais recentes tratamentos, como o Ivacaftor e a combinação Elexacaftor + Tezacaftor + Ivacaftor, que atuam diretamente na causa genética da doença.

Além disso, a primeira-dama de Mato Grosso do Sul, Mônica Riedel, se reuniu com representantes da Associação Sul-matogrossense de Fibrose Cística, que apoia portadores da doença em 22 municípios do estado. A associação, atuando há mais de 15 anos, busca garantir direitos e melhorias para os pacientes.

A fibrose cística é uma condição genética que afeta predominantemente os pulmões e o sistema digestivo. Os sintomas incluem tosse crônica, pneumonias frequentes, suor salgado, diarreia e dificuldades relacionadas ao crescimento. O tratamento envolve fisioterapia respiratória, inalações, antibióticos e moduladores da proteína CFTR, disponíveis pelo SUS para crianças a partir de 6 anos.

As iniciativas do governo para fortalecer a atenção integral aos pacientes buscam garantir diagnósticos precoces, tratamentos contínuos e suporte às famílias, promovendo uma melhor qualidade de vida e dignidade aos afetados pela fibrose cística. Atualmente, Mato Grosso do Sul acompanha 49 pacientes de forma especializada.

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