Desde o início de 2025, a Polícia Militar do Rio de Janeiro apreendeu 500 fuzis na capital fluminense. As operações realizadas pelos batalhões de Irajá, Ilha do Governador e Bangu, nas zonas norte e oeste, refletem a intensificação do combate ao armamentismo no estado.
Em 2024, foram recolhidos 732 fuzis, o que demonstra uma preocupação crescente com a circulação de armas de guerra no território fluminense. A situação é considerada alarmante pelas autoridades, que ressaltam a necessidade de maior apoio do governo federal para impedir a entrada desses armamentos na região.
Durante as operações recentes, também foram retirados de circulação seis armamentos destinados exclusivamente às forças de segurança, que estavam em posse de narcotraficantes vinculados a facções criminosas. Um levantamento da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar aponta uma alteração no perfil das armas usadas pelos criminosos. Neste ano, uma parcela significativa dos fuzis apreendidos foi fabricada em oficinas clandestinas ligadas ao crime organizado. Em 2024, mais de 90% dos fuzis confiscados eram de origem estrangeira.
As maiores apreensões se concentram em áreas marcadas pela rivalidade entre facções, como nos Complexos do Chapadão e da Pedreira, além do Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho.
Para alcançar esses resultados, a Polícia Militar investiu em tecnologia e equipamentos, além de ações planejadas com base em informações do setor de inteligência. A colaboração da população, por meio do serviço de atendimento 190 e do Disque-Denúncia, também se revelou essencial para o sucesso das operações.



