O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu um prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se pronuncie sobre um pedido de investigação direcionado ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Esse pedido foi apresentado pelo deputado federal Rui Falcão, do PT de São Paulo. O parlamentar alega que Tarcísio deve ser investigado por crime de obstrução de Justiça. A suspeita se baseia na presença do governador em Brasília, na semana passada, durante o julgamento relacionado a tentativas de golpe, onde ele teria trabalhado para articular uma votação sobre anistia no Congresso que beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro, um dos réus condenados.
Além da investigação sobre obstrução de Justiça, o deputado solicitou a análise de gastos com viagens relacionadas às reuniões em apoio à anistia, e pediu medidas como a proibição de Tarcísio de deixar o país, a suspensão do passaporte, a restrição de contato com investigados no caso, incluindo Bolsonaro, e a obrigação de não pressionar a Corte durante os julgamentos, sob risco de prisão.
A Agência Brasil fez contato com a assessoria do governador e está aguardando um posicionamento. O espaço permanece aberto para uma resposta.



