sábado, março 28, 2026
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Macron procura substituir primeiro-ministro após crise no governo

O presidente francês, Emmanuel Macron, enfrenta a necessidade de nomear seu quinto primeiro-ministro em menos de dois anos após a destituição de François Bayrou. A decisão foi tomada após uma votação de confiança no Parlamento, que resultou em 364 votos a favor da destituição e 194 contra, levando Bayrou a apresentar sua renúncia a Macron.

O novo primeiro-ministro, ainda a ser escolhido, deverá lidar com a difícil tarefa de unir o Parlamento e desenvolver um orçamento para o próximo ano. A França está sob pressão para reduzir um déficit que chega a quase o dobro do limite de 3% estipulado pela União Europeia, sem contar uma dívida equivalente a 114% do PIB.

Entre os nomes cogitados para o cargo, figura o ministro da Defesa, Sebastien Lecornu, além de opções de centro-esquerda e tecnocratas. O gabinete de Macron anunciou que a nova nomeação ocorrerá nos próximos dias.

Os socialistas também reivindicam a liderança, expressando que chegou a vez da esquerda governar. Enquanto isso, o partido de extrema-direita, Reunião Nacional, reiterou o apelo por uma eleição parlamentar antecipada, proposta que Macron tem rejeitado. A dissolução do Parlamento foi considerada como solução para a crise política por líderes do partido.

Em decisões anteriores, uma eleição parlamentar antecipada convocada por Macron resultou em um Parlamento ainda mais fragmentado, complicando a governabilidade.

Nos mercados, a reação à saída de Bayrou foi contida, uma vez que já era esperada. A análise da Fitch sobre a classificação soberana da França, agendada para sexta-feira, será importante para avaliar a situação econômica do país.

Os empresários estão preocupados com o impacto da crise política. A inquietação é evidente no setor de inovação, onde a instabilidade política está atrasando investimentos e contratações, causando um custo imediato para as empresas.

O país também se prepara para protestos antigovernamentais agendados para quarta-feira, que ganharam força nas redes sociais, lembrando os tumultos contra Macron ocorridos entre 2018 e 2019.

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