Mato Grosso do Sul obteve um avanço significativo no setor de Inovação no Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) e divulgado na última quarta-feira, dia 27. O Estado saltou da 17ª para a 9ª posição em relação ao ano anterior, uma melhoria de oito colocações que reflete a implementação de políticas públicas voltadas para ciência, tecnologia e inovação.
De acordo com a análise do CLP, a melhoria na classificação do Estado foi impulsionada por diversos fatores. A produção científica teve um progresso de nove posições, enquanto os investimentos públicos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) avançaram cinco posições. O número de empresas em crescimento também cresceu, subindo seis posições, e os indicadores relacionados à informação, comunicação e programas de bolsas de mestrado e doutorado aumentaram quatro posições cada.
Apesar do avanço, Mato Grosso do Sul ainda enfrenta desafios, como o número de patentes registradas, onde ocupa a 12ª posição, além da necessidade de fortalecer as estruturas de apoio à inovação, que se posiciona em 17º lugar. Isso inclui o desenvolvimento de incubadoras, parques tecnológicos e fundos para capital semente.
A nova organização da governança em ciência, tecnologia e inovação, que foi redefinida em 2023, é um dos fatores que contribuíram para esse crescimento. A antiga Fundect agora opera sob uma estrutura ampliada dentro da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, com foco renovado em inovação sustentável.
A gestão estadual também destaca a inovação como uma política fundamental para o desenvolvimento econômico e a diversificação da matriz produtiva, o que tem efeitos diretos na criação de empregos qualificados. Mato Grosso do Sul se destaca como o estado que mais investe em startups na região Centro-Oeste, com uma parte significativa de empreendimentos recebendo apoio de programas governamentais.
Esses resultados são vistos como parte de um projeto estratégico para o futuro, consolidando o ambiente de inovação através da atuação da nova secretaria, com chamada pública e editais que estimulam a interação entre a academia e os ecossistemas de inovação, além de programas que incentivam a pesquisa tecnológica e a formação de núcleos dedicados ao tema.



