quinta-feira, março 26, 2026
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Lula pede reformas na governança global para implementar políticas climáticas eficazes.

**Lula Defende Nova Governança Mundial em Cúpula sobre Mudanças Climáticas**

Na última sexta-feira (22), durante a quinta Cúpula de Presidentes dos Estados Partes do Tratado de Cooperação Amazônica, realizada em Bogotá, o presidente Lula ressaltou a necessidade de uma nova governança global para efetivar mudanças climáticas. Segundo ele, a falta de compromisso de algumas nações e a ausência de uma entidade internacional responsável por garantir a implementação de acordos são entraves significativos.

Em sua análise, o presidente afirmou que, embora muitos acordos já tenham sido formulados, poucos foram efetivamente cumpridos. Para ele, a Organização das Nações Unidas (ONU) deve ser o foro central para discutir e agir sobre questões climáticas, o que demandaria a criação de um conselho voltado para essa questão.

Durante o evento, Lula destacou a importância de garantir que os acordos internacionais sejam respeitados, especialmente com vistas à COP30, que será realizada em novembro em Belém do Pará. Ele enfatizou a necessidade de accountability entre os países durante a conferência e que os compromissos firmados não devem permanecer apenas no papel.

O presidente criticou ainda os países desenvolvidos por não honrar acordos de financiamento voltados ao apoio a nações em desenvolvimento e propôs a criação de um fundo específico para preservar as florestas. Ele ressaltou a importância de manter a biodiversidade da Amazônia e apoiar as comunidades locais, alertando que se não houver um comprometimento genuíno, os investimentos em eventos como a COP30 poderão resultar em pouco impacto.

Além disso, Lula mencionou a recente saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, sem citar diretamente o país. Ele expressou preocupação com a utilização de argumentos internacionais que justifiquem a violação da soberania de nações em desenvolvimento sob o pretexto de proteção ambiental e combate ao crime organizado.

A cúpula aconteceu na Casa de Nariño, residência do presidente colombiano Gustavo Petro, onde o Brasil também buscou apoio dos países amazônicos para a proposta do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que visa financiar a conservação das florestas nos países em desenvolvimento. O fundo está estimado em aproximadamente 125 bilhões de dólares.

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