Em 2024, o Brasil registrou mais de 10 mil casos de roubo de cargas, resultando em prejuízos estimados em R$ 1,2 bilhão, conforme dados da Associação Nacional de Transporte de Cargas e Logística. Um relatório sobre o tema apontou que, somente no primeiro semestre deste ano, os ataques aumentaram quase 25%.
Esse crescimento apresenta desafios significativos para as empresas do setor, que se veem obrigadas a realizar investimentos extras em segurança e tecnologia. Além disso, os atrasos nas entregas e a necessidade de traçar rotas mais longas para evitar áreas de risco elevam os custos operacionais, refletindo no preço pago pelo consumidor.
Paralelamente, as seguradoras têm visto um aumento na arrecadação. Nos primeiros cinco meses de 2024, a coleta referente ao seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário por Desaparecimento de Carga subiu cerca de 8%, alcançando R$ 570 milhões, de acordo com a Confederação Nacional das Seguradoras.
Desde o ano passado, a contratação de seguros para transportadores de carga é mandatória. Uma portaria da ANTT publicada recentemente determina a suspensão do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas para aquelas empresas que não apresentarem prova da contratação dos seguros exigidos.



