quinta-feira, março 26, 2026
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Governo brasileiro se opõe à formação de novos assentamentos em território palestino

O governo brasileiro manifestou sua oposição ao plano de Israel de construir mais de 3.400 novas moradias em um assentamento situado entre Jerusalém Oriental e Jericó.

Em comunicado do Ministério das Relações Exteriores (MRE), a iniciativa é descrita como uma ameaça à divisão da Cisjordânia em duas partes, isolando Jerusalém Oriental do restante do território palestino. Essa construção, segundo o ministério, pode comprometer a viabilidade da criação de um Estado Palestino.

Além disso, a posição brasileira destaca que essa medida contraria o direito internacional, especialmente a Resolução 2334 (2016) do Conselho de Segurança da ONU, além de desrespeitar uma decisão da Corte Internacional de Justiça, que emitiu um parecer em julho de 2024. Esse parecer considerou ilegal a presença israelense em território palestino ocupado e determinou que Israel deve interromper imediatamente atividades relacionadas a novos assentamentos e evacuar seus moradores.

O governo brasileiro reafirma o “direito inalienável” dos palestinos à autodeterminação e à formação de um Estado soberano. A nota enfatiza a necessidade de Israel evitar ações unilaterais que possam ser interpretadas como anexação, alertando que tais movimentos ameaçam a implementação da solução de dois Estados e complicam a busca por uma paz duradoura na região.

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