quinta-feira, março 26, 2026
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Empreendedorismo feminino: a importância do acesso ao crédito

Na Conferência Livre “Mulheres no Centro: Democracia Econômica, Empreendedorismo e Direitos”, realizada em Brasília na última segunda-feira (11), surgiram demandas significativas para o apoio ao empreendedorismo feminino. Entre as solicitações, destacam-se a criação de linhas de crédito específicas para mulheres, com condições favoráveis e juros reduzidos, além de cursos gratuitos voltados para empreendedoras e o fortalecimento da participação feminina em políticas públicas e instâncias de decisão.

As propostas elaboradas durante o encontro serão incluídas no documento final da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, agendada para ocorrer entre 29 de setembro e 1º de outubro.

Segundo informações do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, existem mais de 10 milhões de mulheres empreendedoras no Brasil, das quais 70% são mães e apresentam um faturamento médio de cerca de R$ 2 mil. Estudos revelam que muitas delas empreendem por necessidade, o que ressalta a importância de políticas públicas que ofereçam suporte para acesso ao crédito, educação empreendedora e formalização de seus negócios.

Durante a conferência, participantes de diversas regiões e contextos sociais debateram sobre as principais maneiras de melhorar as condições para as mulheres no empreendedorismo. Um dos pontos cruciais discutidos foi a facilitação do acesso ao crédito, especialmente para novas empreendedoras, que frequentemente enfrentam barreiras nas exigências dos bancos.

Prioridades definidas no encontro incluem:

1. **Acesso ao Crédito**: Proposta para criar linhas de crédito com juros reduzidos e critérios que levem em conta garantias alternativas, além da criação de fundos públicos e parcerias com fintechs.

2. **Capacitação e Formação**: Implantação de um Programa Nacional de Formação para Mulheres Empreendedoras, que ofereça cursos gratuitos e mentorias, garantindo metodologias inclusivas e acessíveis.

3. **Inclusão e Interseccionalidade**: Assegurar que políticas de fomento considerem a diversidade, incluindo mulheres indígenas, negras e com deficiência, além da criação de programas adaptados às suas necessidades.

As delegadas escolhidas para representar o grupo na conferência nacional são Deise, Dora e Scarlett Rodrigues. A coordenadora-geral do Ministério das Mulheres, Simone Schaffer, ressaltou que o acesso ao crédito continua a ser um desafio para muitas mulheres, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade.

A última Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres ocorreu em 2016, e as conferências livres estão sendo realizadas desde abril, visando garantir a participação ativa no debate sobre igualdade de gênero e direitos femininos. Os eventos municipais e regionais já foram concluídos, com as conferências estaduais e distrital programadas até o final de agosto.

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