segunda-feira, março 30, 2026
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Exposição no Rio celebra a arte de artistas negros brasileiros e norte-americanos

A exposição “Ancestral: Afro-Américas”, que explora as conexões culturais entre afrodescendentes do Brasil e dos Estados Unidos nas artes visuais, está em exibição no CCBB Rio de Janeiro até o dia 1º de setembro. Com obras de aproximadamente 160 artistas negros dos dois países, a mostra apresenta um rico panorama da produção artística contemporânea.

Distribuída em oito salas, a exposição conta com peças de renomados artistas como Abdias Nascimento e Sonia Gomes. Entre os destaques, estão obras inéditas de brasileiras como Gabriela Marinho e Geviane, além da artista norte-americana Simone Leigh, conhecida por ser a primeira mulher afro-americana a representar os EUA na Bienal de Veneza.

Um item de destaque é um conjunto de adornos conhecido como “joias de crioula”, que remete à indumentária de mulheres negras que conquistaram a liberdade durante o período colonial, especialmente na Bahia. A mostra também explora a arte africana, ampliando a discussão sobre raízes culturais e históricas.

A curadoria, realizada por Ana Beatriz Almeida, busca celebrar os 200 anos das relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, enfatizando a importância de reconhecer as contribuições dos africanos que ajudaram a moldar ambos os países.

A exposição é estruturada em três eixos temáticos: a afirmação do corpo, as dimensões dos sonhos e a reivindicação de espaço, incentivando reflexões sobre os impactos históricos da escravidão. A curadora destaca a relevância de analisar como as obras refletem a conexão dos artistas com suas comunidades e os temas fundamentais que permeiam suas histórias.

Além disso, a exposição provoca uma reflexão sobre o legado da escravidão, ressaltando a persistência de suas consequências na sociedade contemporânea. A mostra teve sua estreia na Fundação Armando Álvares Penteado em São Paulo, antes de seguir para o CCBB em Belo Horizonte.

No CCBB Rio de Janeiro, a entrada é gratuita, e a classificação indicativa é livre, tornando a exposição acessível a todos os públicos.

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