quinta-feira, março 26, 2026
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Portos e aeroportos deverão disponibilizar informações sobre mpox

**Medidas de Saúde em Portos e Aeroportos para Combate à Mpox e Sarampo**

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu novas diretrizes temporárias para a prevenção e informação sobre a mpox e o sarampo em portos e aeroportos brasileiros. Durante a Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, deverá haver materiais informativos nas áreas de desembarque internacional, destacando sintomas e medidas de prevenção da mpox.

Além disso, as companhias aéreas são obrigadas a realizar anúncios sonoros a bordo das aeronaves sobre o sarampo, enquanto persistem as ações de erradicação da doença no Brasil. Para voos internacionais, essas informações devem ser disponibilizadas também em espanhol e inglês, dada a classificação do sarampo como Evento de Saúde Pública no país.

As normas foram aprovadas pela diretoria colegiada da Anvisa em reunião ocorrida na última segunda-feira. As orientações abrangem outras doenças classificadas como Emergências de Saúde Pública, estabelecendo que, para a mpox e o sarampo, as únicas ações necessárias são a divulgação de materiais informativos. Não há recomendações adicionais específicas para viajantes ou serviços de transporte.

Embora a poliomielite também figure na lista de emergências de saúde pública, no momento não se requerem ações de informação ou medidas sanitárias.

As instruções normativas da Anvisa são atualizadas conforme novas informações epidemiológicas surgem, baseando-se nos pareceres do Comitê de Monitoramento de Eventos de Saúde Pública do Ministério da Saúde e nas diretrizes dos Centros de Operação de Emergência em Saúde. A instituição aponta que as resoluções são um legado da pandemia de covid-19, quando diversas medidas foram implementadas para controlar a disseminação do vírus em ambientes de transporte.

A mpox, causada pelo vírus Monkeypox, pode se propagar entre pessoas e por superfícies contaminadas, apresentando como principal sintoma erupções cutâneas que podem persistir de duas a quatro semanas. A nova variante do vírus, identificada em março no Brasil, gera preocupação.

Quanto ao sarampo, a transmissão acontece pelo ar e pode resultar em complicações graves se não tratada, como pneumonia e encefalite. O atual alerta se deve ao surgimento recente de casos, mesmo após o país ter recebido a certificação de eliminação da doença.

A poliomielite é outra preocupação, sendo uma infecção que provoca paralisia em casos severos. A Organização Mundial da Saúde ainda considera o risco de transmissão internacional do poliovírus.

As vacinas contra sarampo e poliomielite estão disponíveis na rede pública de saúde, enquanto a Anvisa autorizou, em 2023, o uso emergencial da vacina Jynneos contra a mpox para um grupo específico. O desenvolvimento de uma vacina nacional para a mpox é uma prioridade para a Rede Vírus, um comitê de especialistas focado na pesquisa sobre vírus emergentes.

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