sábado, março 28, 2026
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Casos de sarampo são confirmados no Tocantins pelo governo estadual

Uma menina de quatro anos e uma profissional de saúde de 29 anos, ambas sem vacinação contra o sarampo, testaram positivo para a doença em Campos Limpos, Tocantins. A Secretaria de Estado da Saúde informou que a menina teve contato com pessoas que viajaram para a Bolívia, onde há um surto ativo. Os sintomas apresentaram foram os típicos da doença e ambas estão em recuperação em casa.

As amostras de sangue foram enviadas à Fiocruz, no Rio de Janeiro, para a confirmação final dos casos, que ainda estão sendo investigados.

O Ministério da Saúde enviou uma equipe técnica ao estado para colaborar com as autoridades locais nas ações de contenção. Essas medidas incluem o isolamento e monitoramento de indivíduos que tiveram contato com os casos confirmados, além da intensificação da vacinação na região.

Se a confirmação das infecções ocorrer, o Brasil totalizará sete casos de sarampo em 2023. Os outros casos foram registrados no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. Porém, como esses são esporádicos e não houve transmissão sustentada, o Brasil continua a ser considerado livre da doença pela Organização Panamericana da Saúde (Opas).

Mônica Levi, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, destacou que o Brasil havia conseguido a certificação em 2016, mas a perdeu em 2019 devido a novos surtos relacionados à entrada de imigrantes infectados da Venezuela e à redução nas taxas de vacinação.

Os casos em Tocantins servem como um alerta especial para os estados fronteiriços com a Bolívia. A recertificação do Brasil como país livre de sarampo requer ações específicas em regiões de fronteira, principalmente devido aos surtos em países vizinhos.

Em 2023, foram confirmados 7.132 casos de sarampo na Região das Américas, com registros na Argentina, Belize, Bolívia, Costa Rica, Brasil, Estados Unidos, México e Peru. As mortes relacionadas à doença somam 13, sendo nove no México, três nos EUA e uma no Canadá.

Mônica Levi ressaltou que, devido à falta de exigência de VACINA contra o sarampo para ingresso em certos países, brasileiros podem viajar sem imunização, aumentando o risco de retorno ao país infectados. A recomendação é que todas as pessoas, especialmente as que não têm certeza sobre sua vacinação, recebam a vacina tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — sem riscos à saúde.

O esquema vacinal aponta que quem tem até 29 anos deve receber duas doses, enquanto adultos de 30 a 59 anos precisam de uma dose. No calendário infantil, a vacinação ocorre aos 12 e 15 meses de idade.

A taxa ideal de cobertura vacinal deve ser superior a 95%. No Brasil, 91,74% da população infantil foi imunizada com a primeira dose até agora, mas apenas 72,74% completaram o ciclo vacinal. No Tocantins, esses números estão abaixo da média nacional, com 86% para a primeira dose e 55% para a segunda. O governo estadual garante que as mais de 300 salas de vacinação estão abastecidas, uma situação confirmada pelo Ministério da Saúde em todo o país.

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