terça-feira, novembro 3, 2026

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Padilha defende proibir apostas online devido aos impactos no SUS

**Padilha defende no STF manutenção da proibição de apostas online**

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu nesta terça-feira (3), em audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), a permanência da proibição das empresas de apostas online no país.

A discussão foi convocada para analisar a medida do governo federal que vetou a exploração e a publicidade das chamadas bets. A restrição foi estabelecida por medida provisória publicada em setembro.

Durante o debate, Padilha apresentou dados sobre os efeitos das apostas digitais na saúde pública. Segundo o ministro, a procura por atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) relacionada a problemas causados por jogos online aumentou 200%.

Os números expostos indicam que 28 milhões de brasileiros fizeram apostas nos 12 meses anteriores à proibição. Desse total, aproximadamente 11 milhões apresentaram comportamento considerado de risco ou sinais de jogo problemático.

O Ministério da Saúde também informou que já foram registrados 1,2 milhão de pedidos de autoexclusão vinculados a CPFs, mecanismo que impede os usuários de realizarem apostas. De acordo com os dados, 40% dessas pessoas relataram perda de controle sobre a atividade.

Padilha associou a expansão das apostas virtuais ao aumento de casos de dependência em jogos, endividamento, violência familiar e riscos à saúde mental, incluindo situações que podem levar ao suicídio. O ministro também sustentou que países que legalizaram esse tipo de atividade registraram piora em indicadores ligados aos danos provocados pelo jogo compulsivo.

A audiência foi convocada pelo ministro Luiz Fux, relator de recursos apresentados pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). As entidades contestam a medida provisória e pedem a suspensão da proibição imposta pelo governo federal.

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