sexta-feira, outubro 23, 2026

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Força Nacional e Polícia Federal reforçam combate e investigação de incêndios no Pará

# Força Nacional e PF reforçam combate a incêndios no oeste do Pará

O governo federal vai enviar efetivos da Força Nacional e da Polícia Federal para apoiar o combate aos incêndios florestais no oeste do Pará e investigar os responsáveis pelas queimadas. As medidas foram apresentadas nesta quinta-feira (22) por representantes de ministérios e órgãos federais.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontavam 922 focos ativos de incêndio no Pará na última segunda-feira, o maior número registrado entre os estados brasileiros. Uruará e São Félix do Xingu aparecem entre os municípios em situação mais grave.

Boletim divulgado em 18 de outubro registrou, nos dois municípios, 1.713 focos de calor e uma área queimada estimada em cerca de 3,7 mil hectares.

A operação concentra esforços na macrorregião de Santarém e deve ganhar intensidade até o fim de semana. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) deslocou seis aeronaves para o lançamento de água sobre os focos de fogo.

A Força Nacional deverá atuar na segurança das equipes de brigadistas, que relatam resistência de invasores em determinadas regiões. Até o momento, Ibama e ICMBio informaram ter controlado 184 incêndios no estado.

Segundo o governo federal, os focos se concentram principalmente em áreas marcadas por conflitos fundiários e disputas pela ocupação de terras públicas. As autoridades afirmam que não há ocorrência de fogo natural na Amazônia neste período e reforçam que as queimadas estão proibidas, inclusive para a limpeza de pastagens.

As investigações envolvem a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a Polícia Federal e o Ibama. Mais de 10 mil propriedades rurais no Pará que apresentaram registros repetidos de incêndios já foram notificadas pelo órgão ambiental.

No Amazonas, operações integradas entre forças policiais e instituições ambientais resultaram na prisão em flagrante de aproximadamente 14 pessoas. A expectativa do governo é obter resultados semelhantes nas ações em território paraense.

Os incêndios também atingiram 208 assentamentos da reforma agrária, sendo sete considerados em situação crítica. O Ministério do Desenvolvimento Agrário informou que está enviando veículos e apoio às famílias em parceria com órgãos ambientais e corpos de bombeiros.

O governo também identificou a presença de ocupantes que não fazem parte do público da reforma agrária em alguns lotes afetados. Há processos judiciais em andamento para retirada dessas pessoas de áreas invadidas.

Na Terra Indígena Apyterewa, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) encaminhou à Polícia Federal áudios relacionados a uma possível nova invasão após as eleições.

Já na Terra Indígena Ituna Itatá, igualmente afetada pelas queimadas, a Funai solicitou o envio da Força Nacional devido à presença de não indígenas no território. O pedido depende de autorização do governo do Pará.

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