quarta-feira, outubro 21, 2026

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Inpe registra menor taxa de desmatamento na Amazônia desde o início da série histórica

# Desmatamento na Amazônia e no Cerrado atinge menor nível da série histórica

O desmatamento na Amazônia e no Cerrado alcançou os menores índices já registrados pelos sistemas oficiais de monitoramento dos dois biomas. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Na Amazônia, a área desmatada somou 3.335 quilômetros quadrados entre agosto de 2025 e julho de 2026. O resultado representa queda de 42% em comparação com o período anterior e redução de 71% em quatro anos. A série histórica do bioma começou em 1988.

O Pará permaneceu como o estado com maior área desmatada, mas registrou diminuição de 45% na devastação.

No Cerrado, a supressão de vegetação nativa totalizou 5.517 quilômetros quadrados no mesmo intervalo. O número é o menor desde o início da série, em 2001, e indica redução de 24% em um ano e de 48% em quatro anos.

Parte da retirada de vegetação no Cerrado ocorre com autorização prevista na legislação. Nesses casos, a atividade não está sujeita a embargos ou multas.

O Ministério do Meio Ambiente atribui a redução ao retorno, em 2023, dos planos de prevenção e controle do desmatamento. Desde então, o Ibama realizou mais de 76 mil ações de fiscalização em todo o país.

Nos 80 municípios considerados prioritários na Amazônia, a redução acumulada do desmatamento chegou a 75% em quatro anos.

Segundo o ministério, a diminuição das áreas desflorestadas nos dois biomas entre 2023 e 2026 evitou a emissão de mais de 1,1 bilhão de toneladas de dióxido de carbono, volume comparável às emissões anuais do Japão.

O governo federal também passou a adotar restrições ao crédito rural subsidiado para produtores envolvidos em desmatamento ilegal. Nos últimos quatro anos, mais de R$ 12 bilhões deixaram de ser destinados a esse grupo, conforme dados do ministério.

A melhora nos resultados também é associada à atualização das ferramentas de monitoramento por satélite. O Inpe passou a utilizar recursos como inteligência artificial e computação em nuvem para ampliar a precisão e a rapidez na identificação de áreas desmatadas.

Nesta sexta-feira, o Fundo Amazônia, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), anunciou investimento de R$ 147,6 milhões em um novo sistema de monitoramento. A plataforma usará inteligência artificial para integrar os sistemas Prodes e Deter.

Com a nova estrutura, a estimativa oficial do desmatamento, hoje divulgada anualmente, deverá passar a ser produzida todos os meses.

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