# Dourados capacitará profissionais da saúde para reforçar combate à tuberculose e hanseníase
A Prefeitura de Dourados realizará, por meio do Centro de Referência em Tuberculose e Hanseníase (CRTH), uma capacitação destinada a médicos e enfermeiros das equipes de Saúde da Família. A medida ocorre diante do registro de 102 casos de tuberculose e nove de hanseníase no município durante o primeiro semestre deste ano.
Os encontros serão promovidos nos dias 8 e 22 de outubro e 5 e 12 de novembro, das 13h às 17h. A previsão é de que aproximadamente 80 profissionais da Atenção Primária à Saúde participem da atividade.
A programação abordará protocolos atualizados de atendimento, exames para diagnóstico, investigação de contatos de pacientes, distribuição de medicamentos e os efeitos das doenças sobre a saúde e a qualidade de vida da população. A iniciativa também pretende ampliar a identificação de casos suspeitos, os encaminhamentos especializados e o início oportuno dos tratamentos.
Os dados do município apontam aumento nos diagnósticos de tuberculose nos últimos anos. Foram 133 novos casos em 2021, 116 em 2022, 119 em 2023, 124 em 2024 e 167 em 2025. Na comparação entre 2021 e 2025, a alta foi de cerca de 26%. De 2024 para 2025, o crescimento chegou a 34%.
A hanseníase apresentou redução no mesmo intervalo, apesar das variações anuais. O número de novos registros caiu de 22 em 2021 para 14 em 2025, diminuição de 36%. Em 2022, foram identificados 18 casos; em 2023, sete; e, em 2024, 15.
Em Dourados, o atendimento inicial de pessoas diagnosticadas com tuberculose ou hanseníase é feito pela Unidade Básica de Saúde mais próxima da residência do paciente. Casos que exigem acompanhamento específico são encaminhados ao CRTH, onde há consulta com infectologista e atendimento especializado.
Os medicamentos são fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde e distribuídos mensalmente às unidades de saúde pelo Centro de Referência. O tratamento contra a tuberculose dura seis meses e envolve a associação de quatro antibióticos. Para hanseníase, a duração pode ser de seis ou 12 meses, conforme a classificação clínica, com uso de medicamentos específicos.
A ação integra as estratégias municipais para reforçar a vigilância epidemiológica e ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento das duas doenças.



