segunda-feira, setembro 21, 2026

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Escolas baianas e paraenses conquistam prêmio nacional de sustentabilidade

# Prêmio Escolas Sustentáveis reconhece projetos da Bahia e do Pará

Projetos desenvolvidos por estudantes e professores da educação básica foram premiados na 4ª edição do Prêmio Escolas Sustentáveis, realizada nesta quinta-feira (17), em Salvador. As iniciativas vencedoras transformam materiais descartados em soluções voltadas a desafios ambientais e sociais das comunidades onde estão inseridas.

Na categoria destinada à educação infantil e aos anos iniciais do ensino fundamental, o prêmio foi concedido à Casa da Infância, escola particular de Salvador. A instituição desenvolve o projeto *Infância, Sustentabilidade e Cidades Educadoras*, um intercâmbio educacional entre quatro escolas do Brasil e da Colômbia.

A proposta reúne estudantes, educadores e moradores em ações como recolhimento de resíduos em bairros próximos, compostagem, implantação de hortas, reaproveitamento de materiais e mapeamento da biodiversidade local. As escolas participantes estão em áreas urbanas e rurais dos dois países.

O projeto também prevê encontros presenciais e virtuais, além da troca de cartas e conteúdos em português, espanhol e inglês. A iniciativa já realizou imersões na Caatinga, na Mata Atlântica e em comunidades tradicionais, além de visitas entre as instituições envolvidas e participação em seminários internacionais.

De acordo com a escola, cerca de 2 mil pessoas foram alcançadas pelas atividades.

Na categoria voltada aos anos finais do ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), foi premiado o projeto EcoLuz Trap – Tecnologia de Baixo Custo contra Vetores de Doenças na Amazônia, do Instituto Federal do Pará (IFPA), Campus Marabá Industrial, em Marabá.

Estudantes da instituição criaram uma armadilha luminosa para reduzir a presença de mosquitos transmissores de doenças sem o uso de inseticidas. O equipamento é produzido com materiais reaproveitados, como latas, fios, tampas de garrafa e componentes eletrônicos descartados, o que reduz custos e facilita sua reprodução em outros locais.

A estrutura utiliza uma lata de leite como corpo externo, tela, fonte de 12 volts, pequenas hélices e lâmpadas. Durante o desenvolvimento, os alunos testaram diferentes cores de LED para identificar quais apresentavam maior capacidade de atrair insetos. Em seguida, os mosquitos capturados foram registrados e identificados.

A atividade envolveu conhecimentos de desenho técnico, experimentação científica, estatística e zoologia. Os resultados também foram apresentados por estudantes em congressos e feiras.

Segundo o IFPA, cerca de 3,5 mil pessoas foram impactadas pela iniciativa. As armadilhas já foram instaladas em espaços da própria escola, e o projeto prevê a ampliação do uso do equipamento para fora da instituição.

Nesta edição, dez projetos foram selecionados como finalistas. As escolas vencedoras receberam premiação em dinheiro e representarão o Brasil na etapa internacional da competição, marcada para 2 de dezembro, na Cidade do México.

O Prêmio Escolas Sustentáveis é promovido pela Fundação Santillana, pela Santillana e pela Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OIE). A iniciativa é aberta a escolas públicas e privadas.

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