terça-feira, setembro 22, 2026

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ONU alerta para El Niño muito forte até fevereiro de 2027

**El Niño deve ganhar força e persistir até fevereiro de 2027, alerta OMM**

O fenômeno climático El Niño já está consolidado e deve se intensificar nos próximos meses, com potencial para alcançar categoria muito forte. A previsão é da Organização Meteorológica Mundial (OMM), que aponta probabilidade próxima de 100% de permanência do evento até fevereiro de 2027.

A intensificação tende a alterar padrões de temperatura e chuva em diferentes regiões do planeta, elevando os riscos de enchentes, estiagens e ondas de calor.

Dados da OMM mostram que a temperatura da superfície do mar no Pacífico equatorial central e oriental permanece acima da média e segue em elevação. Entre maio e julho de 2026, o desvio médio foi de 1,5°C. Em julho, a diferença chegou a 2°C.

No fim de julho e em meados de agosto, medições indicaram temperaturas entre 2,2°C e 2,6°C acima do normal na região. Em áreas abaixo da superfície oceânica, os registros ficaram até 0,8°C acima da média durante julho e o início de agosto.

O El Niño ocorre naturalmente em intervalos de dois a sete anos. O aquecimento das águas superficiais do Pacífico equatorial provoca mudanças nos ventos, na pressão atmosférica e no regime de chuvas em várias partes do mundo.

Historicamente, episódios do fenômeno foram associados à ampliação de secas e riscos de incêndios na Amazônia, na América Central, na Indonésia e na Austrália. Também podem afetar as monções na Índia e favorecer chuvas intensas no leste da África.

Segundo as projeções para setembro a novembro deste ano, há maior probabilidade de temperaturas acima da média em quase todas as áreas continentais. A OMM também prevê alterações nos padrões de precipitação compatíveis com um El Niño intenso no Pacífico.

O fenômeno ocorre em um contexto de aquecimento global provocado por atividades humanas, o que pode ampliar a gravidade de eventos meteorológicos extremos. Após o El Niño, parte do calor acumulado nos oceanos costuma ser transferida para a atmosfera, contribuindo para o aumento da temperatura média global.

Com esse cenário, cientistas climáticos projetam que 2027 poderá se tornar o ano mais quente já registrado. Até o momento, o recorde é de 2024, após o último episódio de El Niño.

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