A estiagem já provoca preocupação no Amazonas antes do período tradicionalmente mais severo de seca. Municípios do interior passaram a adotar medidas preventivas diante da queda no nível dos rios e da previsão de piora das condições climáticas nos próximos meses.
O avanço do fenômeno El Niño aumenta o risco na Região Norte, com possibilidade de chuvas abaixo da média, temperaturas mais altas e intensificação da seca.
No sul do estado, Humaitá decretou emergência climática preventiva por 180 dias. A decisão considera a possibilidade de forte redução dos níveis dos rios, aumento de queimadas e incêndios florestais, além de dificuldades para o transporte no Rio Madeira.
Novo Aripuanã também declarou situação de emergência em razão dos impactos esperados da estiagem severa e da vazante dos rios, incluindo possíveis reflexos na saúde da população e nos serviços do município.
Em São Paulo de Olivença, no Alto Solimões, a prefeitura reconheceu a gravidade da seca após a redução expressiva do nível dos rios. O Rio Solimões registrou 3,17 metros na régua de medição.
Com os primeiros efeitos já registrados em diferentes regiões, a estiagem de 2026 pode impor novos desafios ao Amazonas.



