segunda-feira, setembro 21, 2026

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Pesquisa alerta para maior incidência de tabagismo entre jovens de 16 a 24 anos

**Pesquisa aponta maior índice de tabagismo entre brasileiros de 16 a 24 anos**

Brasileiros de 16 a 24 anos registram a maior proporção de fumantes entre as faixas etárias analisadas em pesquisa realizada pelo Instituto A.C. Camargo Câncer Center em parceria com a empresa Nexus. O levantamento ouviu mais de 2 mil pessoas em todas as regiões do país.

Nesse grupo, 19% declararam consumir cigarros convencionais ou eletrônicos. O percentual supera a média nacional, de 17%, e os índices observados nas demais idades.

Entre pessoas de 25 a 40 anos, a taxa de fumantes foi de 15%, a menor do estudo. O indicador alcançou 16% entre os entrevistados com mais de 60 anos e 17% na faixa de 41 a 59 anos.

A pesquisa também identificou que o contato com o cigarro ocorre cedo: em média, a primeira experiência é registrada aos 16 anos. O dado reforça a vulnerabilidade de adolescentes e jovens adultos à iniciação e à dependência do tabaco.

Além dos fumantes ativos, cerca de um terço da população, equivalente a 33%, relatou conviver frequentemente com pessoas que fumam em casa ou no trabalho. A exposição passiva à fumaça está associada ao aumento do risco de câncer de pulmão, inclusive entre quem nunca utilizou produtos derivados do tabaco.

Entre os ex-fumantes, a maior participação está na população acima de 60 anos, com 32%. Na sequência aparecem os grupos de 41 a 59 anos, com 15%; de 25 a 40 anos, com 10%; e de 16 a 24 anos, com 8%.

Regionalmente, o Sul apresentou a maior taxa de tabagismo, de 22%. O Sudeste teve 19%, enquanto Nordeste e Norte/Centro-Oeste registraram 13% cada.

Os resultados ainda apontam relação entre consumo de cigarro e condições socioeconômicas. Pessoas com renda de até um salário mínimo tiveram taxa de tabagismo de 19%. Entre os entrevistados que cursaram somente o ensino fundamental, o índice chegou a 21%, o maior conforme o nível de escolaridade.

O estudo também associou o hábito de fumar a outros comportamentos prejudiciais à saúde. Entre os fumantes, 84% informaram manter até quatro hábitos considerados nocivos no dia a dia, como sedentarismo e consumo excessivo de frituras e alimentos ultraprocessados.

No grupo que nunca fumou, 18% disseram não ter nenhum hábito prejudicial, proporção duas vezes maior que a registrada entre fumantes, de 9%. Ex-fumantes concentraram-se na categoria de apenas um comportamento de risco, com 44%, e apresentaram menor incidência de múltiplos hábitos nocivos.

A pesquisa mostrou ainda que 63% dos fumantes classificaram a própria saúde como ótima ou boa. Entre as pessoas que nunca fumaram, o percentual foi de 61%, diferença dentro da margem de erro do levantamento.

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