# Justiça do Rio amplia medidas de proteção a mulheres em 2026
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) concedeu 57.498 medidas protetivas de urgência entre janeiro e julho de 2026. O volume representa alta de 43% em relação às 40.201 decisões registradas no mesmo período de 2025.
Os dados são do Observatório Judicial de Violência contra a Mulher e foram atualizados até 20 de agosto. No período, o Judiciário fluminense realizou 12.508 audiências e proferiu 48.506 sentenças em casos ligados à violência de gênero.
Também houve aumento nas prisões de agressores entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com os primeiros oito meses do ano anterior, quando foram contabilizadas 1.780 detenções. O levantamento, porém, não informa o total de prisões efetuadas neste ano.
O crescimento das decisões ocorre em meio à elevação no número de processos sobre violência contra a mulher no estado. De janeiro a julho, foram distribuídas 59.834 novas ações, cerca de 10 mil a mais que as 49.711 registradas no mesmo intervalo de 2025.
Quase metade dos processos iniciados em 2026, equivalente a 49,3%, envolve casos de violência física. Nos primeiros 20 dias de agosto, outras 4.468 ações relacionadas à violência de gênero foram abertas.
No primeiro semestre, o Rio de Janeiro registrou 70 novos casos de feminicídio.
## Atendimento especializado
A Sala Lilás, mantida pelo TJRJ no Instituto Médico Legal, realizou 3.166 atendimentos entre janeiro e julho. O espaço é voltado ao acolhimento de mulheres vítimas de violência física e sexual, com atendimento reservado para reduzir a exposição durante os procedimentos.
O tribunal também disponibiliza o aplicativo Maria da Penha Virtual, por meio do qual vítimas podem solicitar medidas protetivas de urgência pela internet, sem precisar ir presencialmente a um fórum.
Até 20 de agosto, a plataforma havia recebido 3.788 pedidos de proteção.



