quarta-feira, setembro 23, 2026

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Justiça decide manter presos entregadores suspeitos de envolvimento na morte de ciclista

# Justiça mantém prisão de entregadores investigados por morte de ciclista em Copacabana

A Justiça do Rio de Janeiro manteve, neste domingo (23), as prisões temporárias dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, de 23 anos, e Ailton José da Silva, de 24. Eles são investigados pela morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, agredido em Copacabana, na zona sul da capital.

As decisões foram tomadas durante audiências de custódia. Os mandados de prisão foram considerados válidos e a comunicação das detenções foi encaminhada às varas responsáveis pelo caso.

No sábado (22), a Justiça já havia mantido as prisões temporárias dos seguranças de rua Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, também investigados pela agressão.

Cláudio morreu na madrugada de 12 de março, após ser espancado por ter sido confundido com o suposto autor de um furto de bicicleta. Segundo a investigação, ele havia saído de Botafogo por volta das 22h30, usando a bicicleta da irmã, e chegou pouco antes das 23h à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana.

O ciclista entrou em uma loja de conveniência e, ao sair, foi abordado por Davi Machado, que carregava um porrete. Durante a abordagem, Cláudio teria informado que a bicicleta não era dele, mas não conseguiu esclarecer que o veículo pertencia à irmã.

A bicicleta foi retirada à força por Jorge Luiz Dias. Ao tentar impedir que ela fosse levada, Cláudio recebeu o primeiro golpe.

Em seguida, ele caminhou até a portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, via paralela à Barata Ribeiro. No local, foi cercado por Davi Machado e dois entregadores.

Imagens de uma câmera de segurança registraram cerca de seis minutos de agressões. De acordo com a apuração, a vítima foi atingida 57 vezes com um porrete, principalmente na cabeça, além de receber chutes na cabeça e nas costas.

Após o ataque, os envolvidos deixaram o local. Cláudio permaneceu caído e foi socorrido aproximadamente meia hora depois por uma ambulância dos bombeiros. Ele foi levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos.

A polícia também apura a participação de um quinto homem, ainda não identificado, que teria chegado durante as agressões e chutado a cabeça da vítima. Ele é procurado.

Os quatro presos devem responder por homicídio qualificado, com suspeita de motivo fútil, emprego de meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

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