### El Niño pode agravar extremos climáticos no Brasil até o outono
O aumento da temperatura das águas do Oceano Pacífico pode intensificar os efeitos do El Niño no Brasil nos próximos meses. O fenômeno tem potencial para provocar seca no Norte, chuvas mais intensas no Sul e episódios de ventos fortes e ciclones no Sudeste.
O acompanhamento do El Niño é feito a partir da temperatura da superfície do Pacífico, especialmente em uma área próxima à costa da América Central. Os dados indicam aquecimento acentuado, em um nível que pode colocar o evento entre os mais intensos já registrados.
Históricos recentes mostram que períodos de El Niño forte costumam estar associados à redução das chuvas na Região Norte e ao aumento do risco de enxurradas e inundações no Sul. Ainda não é possível, porém, definir a dimensão exata dos impactos em cada região.
A expectativa é de que o fenômeno permaneça ativo até o outono. Especialistas avaliam que, diante dos registros observados desde o início do monitoramento por satélite, nos anos 1980, não há indicação de que os efeitos sejam menos severos do que os de episódios anteriores.
Embora a expressão “Super El Niño” seja usada com frequência para descrever o atual aquecimento, ela não é uma classificação técnica oficial. O termo se popularizou devido à intensidade prevista para o fenômeno e à influência do oceano na regulação do clima global.
No Brasil, os possíveis reflexos também mobilizam o setor elétrico. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) discute medidas para reforçar a segurança do sistema, entre elas a antecipação de estoques de combustível na Região Norte.



