quarta-feira, setembro 23, 2026

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Empresário responde por agressão à esposa e segue preso preventivamente

# Empresário vira réu por agressão e ameaça contra esposa em São Paulo

O empresário Ivo Vel Kos, de 48 anos, passou a responder judicialmente pelos crimes de lesão corporal contra mulher e ameaça. A denúncia do Ministério Público de São Paulo foi aceita nesta terça-feira (18) pela Vara do Foro Central de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher.

Na mesma decisão, a Justiça manteve a prisão preventiva do acusado e rejeitou o pedido da defesa para que ele fosse transferido para prisão domiciliar.

O caso ocorreu na noite do dia 14, após o casal sair de um jantar em Pinheiros, na zona oeste da capital paulista. Conforme a investigação, a discussão começou dentro do carro, onde a cirurgiã-dentista Giulia Falcão teria sido atingida com socos no rosto e no corpo.

Segundo os autos, as agressões teriam continuado na residência do casal. A mulher foi ferida na mão por um taco de beisebol e ameaçada com um aparelho de choque elétrico.

A vítima conseguiu deixar o imóvel e buscar ajuda de vizinhos, que acionaram a Polícia Militar. O exame de corpo de delito identificou lesões leves, incluindo inchaços e hematomas no rosto, próximo aos olhos e ao nariz, além de ferimento na mão direita.

Para apresentar a denúncia, o Ministério Público considerou o relato da vítima, as lesões observadas pelos policiais que atenderam à ocorrência, os exames periciais e a admissão do investigado de que teria desferido um soco no rosto da mulher.

O Ministério Público informou ainda que a mulher relatou episódios anteriores de violência, com ameaças, perseguição, controle e agressões físicas, incluindo casos de sufocamento e estrangulamento.

Diante do risco apontado no processo, a Justiça determinou medidas protetivas. Kos está proibido de entrar em contato com a vítima, inclusive por meios eletrônicos ou por intermédio de outras pessoas. Também deve manter distância mínima de 300 metros dela, de seus familiares, da residência e do local de trabalho.

A decisão assegurou o retorno da cirurgiã-dentista à casa onde vivia. Após a prisão em flagrante, familiares do empresário teriam trocado as fechaduras do imóvel, impedindo a entrada da mulher. O carro e os pertences dela permaneciam no local.

A juíza Carla Balestreri entendeu que o impedimento de acesso à residência e aos bens poderia caracterizar violência psicológica e patrimonial. Por isso, determinou a restituição do veículo e dos objetos pessoais da vítima. O pedido de prisão domiciliar foi negado porque os documentos apresentados pela defesa não comprovaram os requisitos legais para a substituição da prisão preventiva.

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