quinta-feira, setembro 24, 2026

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Vôlei brasileiro exigirá teste genético de atletas mulheres

# CBV restringe competições femininas a atletas do sexo biológico feminino

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) divulgou nesta sexta-feira (14) uma nova política de elegibilidade para suas competições femininas. Pelas regras, poderão disputar os torneios organizados pela entidade apenas atletas do sexo biológico feminino.

A medida foi publicada no site da CBV e, segundo a confederação, segue parâmetros adotados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB).

A comprovação será feita por triagem do gene SRY, procedimento que pode ser realizado com amostra de sangue ou por coleta de células da mucosa bucal.

A política passará a valer na Superliga A e B da temporada 2026/2027, na Supercopa de 2026, na Copa Brasil de 2027, no Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia adulto de 2027 e no CBVP Challenger de 2027. A norma também será aplicada às edições posteriores desses campeonatos enquanto estiver em vigor.

Entre as possíveis afetadas pela mudança está Tiffany, atleta trans que defende o Osasco São Cristóvão Saúde.

Em fevereiro, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a participação da jogadora em uma partida contra o Sesc RJ Flamengo, realizada em Osasco. O caso envolveu uma lei municipal que impedia atletas trans de participarem de eventos esportivos na cidade.

A CBV havia recorrido ao STF para suspender a legislação. Na decisão, a ministra considerou que a norma municipal era incompatível com a Constituição e contrariava políticas de igualdade de gênero e de proteção à dignidade humana.

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