quarta-feira, setembro 23, 2026

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Ciclone-bomba no Rio Grande do Sul causa uma morte

**Ciclone-bomba deixa morto, feridos e provoca danos em 118 cidades do RS**

A passagem de um ciclone-bomba pelo Rio Grande do Sul causou uma morte, deixou cinco pessoas feridas e provocou estragos em 118 municípios, conforme balanço da Defesa Civil estadual.

A vítima morreu após um acidente de motocicleta na RS-124, em Montenegro. As autoridades ainda apuram se uma árvore caiu sobre a rodovia no momento da passagem do motociclista ou se o obstáculo já estava na pista.

Entre os feridos, três tiveram escoriações em Dom Feliciano. Em Osório, um militar sofreu ferimentos causados por estilhaços enquanto atendia uma ocorrência.

Na quinta-feira (6), um tornado atingiu o distrito de Matarazzo, em Pedro Osório. O fenômeno foi associado a uma supercélula formada durante a atuação do ciclone.

As rajadas de vento ultrapassaram 120 km/h em Porto Alegre. Em Canoas e no Parque Eldorado, os ventos passaram de 100 km/h. O mau tempo também afetou o fornecimento de energia: cerca de 294 mil unidades consumidoras ficaram sem eletricidade no estado, segundo dados da Aneel.

Com o afastamento do ciclone e a redução da intensidade da frente fria, a avaliação da Defesa Civil é de que a fase mais severa do temporal já passou no Rio Grande do Sul.

**Alertas atingem outros estados**

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de perigo para dez estados além do Rio Grande do Sul: São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.

Em Santos, no litoral paulista, uma rajada próxima de 110 km/h derrubou árvores e levou à suspensão temporária da navegação no porto.

**Rio de Janeiro suspende atividades**

No Rio de Janeiro, o avanço do mau tempo resultou na suspensão das aulas das redes estadual e municipal. A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) também cancelou as atividades presenciais em todos os campi.

Órgãos públicos estaduais tiveram ponto facultativo no início da tarde, enquanto empresas e instituições sem serviços essenciais foram orientadas a antecipar o encerramento das atividades.

A rajada mais intensa registrada no estado ocorreu em Angra dos Reis, com velocidade próxima de 85 km/h. Os aeroportos do Galeão e Santos Dumont mantiveram as operações normais.

A cidade do Rio chegou ao estágio 3 de atenção da Defesa Civil, quando ocorrências passam a afetar parte da população. Na noite de sexta-feira (7), porém, o Centro de Operações informou o retorno ao estágio 2, indicando melhora das condições operacionais.

Foram contabilizadas sete quedas de árvores na capital fluminense. Todos os parques municipais foram fechados ao meio-dia, assim como atrações como Cristo Redentor, Pão de Açúcar e Pedra da Gávea. Museus e centros culturais também interromperam o atendimento, com possibilidade de remarcação para visitantes que já haviam adquirido ingressos.

Em situações de emergência, a orientação é acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo número 193.

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