**Produção industrial cai 1,8% em junho, aponta IBGE**
A produção industrial brasileira recuou 1,8% em junho na comparação com maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (4). Foi o segundo resultado negativo consecutivo, após a queda de 0,9% registrada em maio.
Com os recuos dos últimos dois meses, a indústria acumulou perda de 2,7%, reduzindo parte da alta de 4,4% observada entre janeiro e abril de 2026.
Na média móvel trimestral, o setor apresentou redução de 0,5%. Apesar do desempenho mensal negativo, a produção industrial cresceu 1,7% em relação a junho do ano passado. No acumulado de 2026, a alta é de 1,5%, enquanto, em 12 meses, o avanço chega a 0,7%.
Segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM-BR), 16 dos 25 segmentos analisados tiveram queda de maio para junho.
Entre os principais recuos estão os setores de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, com baixa de 5,9%; produtos químicos, com redução de 4,3%; e produtos alimentícios, que caíram 1,9%.
Também registraram retração a fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, com queda de 11%, e a confecção de vestuário e acessórios, igualmente com recuo de 11%. O setor de equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos diminuiu 8,9%, enquanto outros equipamentos de transporte recuaram 8,6%.
A produção de borracha e material plástico caiu 2,8%, e as indústrias extrativas tiveram redução de 0,6%.
Entre as nove atividades que avançaram no mês, os destaques foram impressão e reprodução de gravações, com alta de 20,2%; celulose, papel e produtos de papel, que cresceram 5,4%; e metalurgia, com expansão de 1,4%.
As quatro grandes categorias econômicas da indústria apresentaram queda em junho. A maior foi observada nos bens de consumo semi e não duráveis, que recuaram 4,1%. A produção de bens de consumo duráveis caiu 3,2%.
Os segmentos de bens de capital, que incluem máquinas e equipamentos destinados à produção, e de bens intermediários, formados por insumos utilizados pela indústria, tiveram redução de 1,1% cada.



