quarta-feira, julho 29, 2026
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Número de tiroteios com envolvimento de policiais atinge recorde em 2026

**Operações policiais batem recorde de participação em tiroteios no país, aponta levantamento**

As operações policiais atingiram o maior nível de participação em tiroteios já registrado pelo Instituto Fogo Cruzado. No primeiro semestre de 2026, confrontos envolvendo forças de segurança deixaram mais de 900 pessoas baleadas no Brasil.

Os dados fazem parte do relatório semestral divulgado nesta quarta-feira (29). O levantamento considera ocorrências nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Belém.

Entre janeiro e junho, o instituto contabilizou 2.511 tiroteios nessas áreas. Ao todo, 2.403 pessoas foram atingidas por disparos, das quais 1.628 morreram.

As ações e operações policiais estiveram presentes em quase 40% dos confrontos armados mapeados no período, o maior percentual da série histórica do instituto.

O relatório também aponta crescimento da violência ligada a disputas entre grupos armados. O número de pessoas baleadas em confrontos entre facções e milícias subiu 12%, passando de 181 vítimas no primeiro semestre de 2025 para 203 no mesmo período de 2026.

Também houve aumento nos casos de pessoas atingidas por tiros durante assaltos e tentativas de roubo. Foram 260 vítimas no primeiro semestre, alta de 9% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

No Rio de Janeiro, quase metade dos tiroteios registrados teve participação de agentes de segurança. O índice é o maior desde 2017, início da série histórica. A região também registrou o maior número de vítimas em confrontos entre grupos criminosos já contabilizado pelo instituto.

Na região metropolitana do Recife, apesar da queda geral da violência armada, as operações policiais chegaram ao maior patamar já registrado, com 60 ocorrências, o equivalente a 9% dos tiroteios mapeados.

Em Salvador, a presença policial foi identificada em 56% dos tiroteios registrados no semestre.

Em Belém, o levantamento aponta avanço da violência dentro das residências. O número de pessoas baleadas em casa cresceu 90% em um ano, alcançando o maior nível da série histórica.

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