domingo, julho 26, 2026
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Ribeirão Preto segue com falta de energia após temporal de sexta-feira

**Região de Ribeirão Preto ainda tem falta de energia após temporal**

A região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, continuava com pontos sem energia elétrica neste domingo (26), dois dias após o forte temporal que atingiu a área na madrugada de sexta-feira (24).

Segundo boletim divulgado pela CPFL Paulista às 6h, 2% dos imóveis afetados em Ribeirão Preto ainda estavam sem luz. Nas cidades vizinhas de Taquaritinga, Dumont e Guariba, cerca de 15 mil residências permaneciam sem fornecimento. A situação mais crítica era em Guariba, onde 13 mil casas continuavam sem energia.

A concessionária informou que as equipes trabalham na reconstrução de 54 torres de transmissão e na troca de mais de 250 postes danificados pela tempestade.

De acordo com a Defesa Civil Nacional, o temporal foi acompanhado por chuva intensa, descargas elétricas e rajadas de vento que chegaram a 70 km/h. A força do fenômeno provocou danos significativos à infraestrutura urbana.

Uma pessoa morreu após a queda de uma estrutura sobre uma casa. Outra ficou ferida em um desabamento. Até sábado (25), havia 370 famílias desalojadas e duas famílias desabrigadas.

O desastre também causou destelhamentos, quedas de árvores, bloqueios em vias públicas, interrupções no fornecimento de energia, problemas no abastecimento de água e danos em prédios públicos, incluindo unidades de saúde. O Corpo de Bombeiros atendeu cerca de 250 ocorrências relacionadas ao temporal.

A Prefeitura de Ribeirão Preto informou que 41 escolas foram atingidas, sendo cinco com danos considerados severos. Na rede de saúde, 29 prédios tiveram prejuízos, entre eles 20 unidades básicas de saúde. A administração municipal afirma que os custos para recuperar os prédios públicos ultrapassam os recursos disponíveis no orçamento local.

O vice-presidente Geraldo Alckmin esteve em Ribeirão Preto no sábado (25) e tratou das medidas de apoio do governo federal. Com o reconhecimento do estado de emergência nos municípios da região, a União deve repassar recursos às prefeituras para ações de reconstrução e assistência.

Os valores devem ser usados em ajuda humanitária, como alimentos, colchões e kits de limpeza e dormitório, além da recuperação de prédios públicos e moradias atingidas. As famílias afetadas também poderão solicitar à Caixa Econômica Federal a liberação de até 50% do saldo do FGTS.

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