terça-feira, julho 21, 2026
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Consumo das famílias impulsiona alta de 0,7% na economia em maio, aponta FGV

**Economia brasileira avança 0,7% em maio, aponta FGV**

A economia brasileira registrou crescimento de 0,7% em maio na comparação com abril, segundo o Monitor do PIB, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

No trimestre móvel encerrado em maio, a atividade econômica avançou 1,9% em relação ao mesmo período de 2025. Em 12 meses, a alta acumulada ficou em 1,7%.

O levantamento estima o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), que reúne todos os bens e serviços produzidos no país, a partir de informações de setores como indústria, comércio, serviços e agropecuária.

O resultado de maio marca uma recuperação após a queda de 0,1% em abril e a estabilidade observada em março.

Veja a variação mensal do indicador em 2026:

– Janeiro: 0,7%
– Fevereiro: 0,5%
– Março: 0%
– Abril: -0,1%
– Maio: 0,7%

Apesar do avanço mensal, o desempenho acumulado em 12 meses mostra perda de ritmo. Em março, a taxa era de 3%. Em maio do ano passado, estava em 3,8%.

Entre os componentes da demanda, o consumo das famílias cresceu 3,3% no trimestre móvel até maio. Foi o maior resultado desde o quarto trimestre de 2024, quando houve alta de 4%. Serviços e bens duráveis responderam por mais de 60% desse desempenho.

As exportações avançaram 4,3%, o menor crescimento desde o segundo trimestre de 2025, quando a alta foi de 2,1%. O resultado foi influenciado por uma expansão mais moderada das vendas externas da indústria extrativa mineral.

As importações subiram 8,9%, no terceiro trimestre móvel consecutivo de crescimento.

A Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que mede os investimentos produtivos, como máquinas, equipamentos e construção, aumentou 2% no trimestre móvel. Foi o segundo resultado positivo após quatro trimestres móveis seguidos de queda.

A taxa de investimento estimada para maio foi de 18,6%, a segunda maior do ano, abaixo apenas da registrada em fevereiro, de 19,2%.

Em valores correntes, o PIB acumulado até maio foi estimado pela FGV em R$ 5,466 trilhões.

O Monitor do PIB é um dos indicadores usados para acompanhar a atividade econômica. Outro termômetro é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na sexta-feira (17), que apontou alta de 0,1% entre abril e maio e crescimento de 1,4% em 12 meses.

O resultado oficial do PIB é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado trimestralmente. O dado mais recente, referente ao primeiro trimestre de 2026, mostrou expansão de 1,1%. A próxima divulgação, com os números do segundo trimestre, está prevista para 1º de setembro.

Para 2026, o relatório Focus, do Banco Central, projeta crescimento de 1,99% da economia brasileira. A estimativa do Ministério da Fazenda é de alta de 2,3%.

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