quinta-feira, julho 9, 2026
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Usina solar em comunidade de Niterói abastece 19 creches

No alto do Morro do Boa Vista, em Niterói (região metropolitana do Rio de Janeiro), uma área de vegetação rasteira foi transformada em usina solar. A instalação foi inaugurada pela prefeitura no último fim de semana.

A usina ocupa 36 mil metros quadrados, o equivalente a cerca de cinco campos de futebol. Foram instalados mais de 2 mil módulos fotovoltaicos na encosta, próxima a uma comunidade com cerca de 1,8 mil moradores, conforme o Censo 2022 do IBGE.

O projeto-piloto teve investimento de R$ 7 milhões. A prefeitura afirma que a iniciativa deve gerar economia de aproximadamente R$ 5 milhões e prevê retorno do investimento em cerca de dois anos, com a redução nas despesas de energia.

A expectativa é que a usina produza cerca de 150 mil quilowatts-hora (kWh) por mês. Essa energia será destinada ao abastecimento de equipamentos públicos do município e corresponde, segundo os responsáveis pelo projeto, ao consumo de 19 creches.

Além da geração elétrica, o projeto incluiu intervenções de infraestrutura na comunidade. Foram realizadas ações de recuperação da vegetação, implantação de sistemas de drenagem e instalação de um sistema de captação de água da chuva.

O reservatório de reaproveitamento pluvial tem capacidade aproximada de 30 mil litros. O volume armazenado poderá ser usado na limpeza dos módulos fotovoltaicos, em apoio a possíveis combates a incêndios e na prevenção da erosão nas encostas.

O modelo implantado no Boa Vista será avaliado como projeto-piloto, e sua adoção em outras comunidades de Niterói depende desse resultado.

No plano nacional, a energia solar segue em expansão. Entre 2024 e 2025, foi a fonte que mais cresceu, com avanço de 24,7%, segundo estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia. Em 2025, a solar passou a responder por 11,4% da matriz elétrica brasileira, atrás apenas da hidrelétrica (51,2%) e da eólica (14,9%).

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