Mato Grosso do Sul ganhou seu primeiro complexo de transição energética com o lançamento da pedra fundamental da planta de etanol de milho da Atvos em Nova Alvorada do Sul. A cerimônia ocorreu no dia 1º de julho de 2026 e contou com a presença do governador Eduardo Riedel.
A Atvos, que já produz etanol de cana-de-açúcar e biometano, vai expandir a unidade Santa Luzia para incluir a produção a partir do milho. As obras estão previstas para começar no segundo semestre de 2026 e a operação deve ser iniciada no primeiro semestre de 2028.
Durante a construção, o empreendimento deve gerar cerca de 2 mil empregos. Em sua capacidade plena, a nova usina processará 642 mil toneladas de milho por ano e produzirá, anualmente, 273 mil metros cúbicos de etanol. Também serão gerados 183 mil toneladas de DDG (coproduto de alto valor proteico para nutrição animal) e 13 mil toneladas de óleo de milho.
O projeto integra diferentes rotas de produção — cana, milho e biometano — com o objetivo de ampliar a oferta de soluções de baixo carbono. A Atvos é uma das maiores produtoras de biocombustíveis do país e possui oito unidades agroindustriais no Brasil. A empresa informou ter investido R$ 2 bilhões no complexo nos últimos três anos.
O novo empreendimento reforça a posição de Mato Grosso do Sul como polo de energia limpa no Brasil. O estado conta com 22 usinas em operação — 19 de cana-de-açúcar e 3 dedicadas ao etanol de milho — todas produtoras de etanol e bioeletricidade. Treze delas exportam energia excedente para a rede nacional e 13 produzem açúcar.
A cadeia sucroenergética estadual ocupa cerca de 800 mil hectares e está presente em 42 municípios, gerando aproximadamente 33 mil empregos.



