quinta-feira, março 26, 2026
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Hospital da Mulher da Baixada Fluminense precisa de doações de leite materno

O Banco de Leite Humano do Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart, localizado em São João de Meriti, enfrenta um déficit nas doações de leite materno. Atualmente, a instituição conta com somente 22 doadoras regulares, um número que não é suficiente para suprir a demanda do setor neonatal da maternidade.

Para facilitar o processo de doação, o hospital disponibiliza um veículo que realiza coletas domiciliares duas vezes por semana, abrangendo tanto a Baixada Fluminense quanto a capital do estado.

Para se tornar doadora, é necessário que a mulher esteja saudável e possua leite em excesso. As interessadas podem enviar os resultados dos exames de pré-natal mais recentes através do WhatsApp, no número 21 96870-7064, para avaliação dos profissionais da unidade. Uma vez confirmada a elegibilidade, um carro irá até a residência da doadora para coleta do leite.

Na primeira visita, a doadora recebe um kit com potes esterilizados, touca, luvas descartáveis e etiquetas para identificação. O leite coletado é válido por 15 dias após o congelamento, mesmo que a doadora realize a coleta mais de uma vez ao dia. Em visitas subsequentes, a equipe do hospital retira o leite e entrega um novo kit para a doadora. Todo o processo é realizado em conformidade com as diretrizes do Ministério da Saúde, incluindo pasteurização e testes microbiológicos. Uma nutricionista também avalia a composição nutricional do leite, classificando-o de acordo com as necessidades dos bebês internados.

O leite doado é utilizado principalmente para atender recém-nascidos prematuros e com baixo peso que estão sob cuidados médicos e não podem ser alimentados diretamente por suas mães. Em operação há nove anos, o Banco de Leite do Hospital da Mulher Heloneida Studart contribui para a saúde e recuperação desses pequenos pacientes.

O leite materno é reconhecido como um alimento rico e essencial para bebês e recém-nascidos, proporcionando proteção contra doenças, como diarreias e infecções. A amamentação também fortalece o vínculo entre mãe e filho, além de reduzir riscos de complicações futuras para a mãe, como hemorragias pós-parto e desenvolvimento de câncer.

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