sábado, maio 16, 2026
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MS amplia estrutura e se consolida entre os melhores do país em transplantes

Mato Grosso do Sul aparece entre os estados com melhor desempenho proporcional em transplantes, segundo o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) 2025, divulgado pelo Ministério da Saúde.

No ranking nacional, o estado ficou em 6º lugar tanto em transplantes de fígado quanto em transplantes de córnea por milhão de habitantes. A taxa registrada foi de 16,8 transplantes hepáticos por milhão e 101,9 transplantes de córnea por milhão.

O Brasil atingiu recorde histórico em 2025, com 31 mil transplantes realizados no país, alta de 21% em relação a 2022, quando foram contabilizados 25,6 mil procedimentos. O ministério atribui o avanço à ampliação da logística do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), ao fortalecimento da distribuição interestadual de órgãos, à expansão das equipes de captação e ao aumento dos investimentos federais. Cerca de 86% dos transplantes realizados no Brasil são financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Dados da Central Estadual de Transplantes de Mato Grosso do Sul relativos ao período de 1º de janeiro a 30 de abril de 2026 indicam 25 doadores de múltiplos órgãos e 65 doadores de córnea. No mesmo intervalo foram efetuados 23 transplantes de fígado, 31 de rim e 84 de córnea.

A lista de espera estadual registra atualmente 367 pacientes para transplante renal, 463 para córnea, 15 para fígado e 1 para pâncreas.

A capacidade instalada da rede estadual também vem sendo ampliada. Mais hospitais do estado foram habilitados para realizar os exames que confirmam a morte encefálica, medida que contribui para reduzir encaminhamentos para outros centros e aumentar a realização de transplantes dentro do próprio estado.

Outra frente que tem impactado os indicadores é a logística aérea. A atuação integrada do governo estadual, por meio da Casa Militar e da Coordenadoria de Transporte Aéreo (CTA), mantém equipes e aeronaves mobilizadas para missões de captação e transporte. Desde 2023, dezenas de operações foram realizadas em Mato Grosso do Sul e em outros estados, reduzindo tempos de deslocamento e aumentando as chances de aproveitamento dos órgãos destinados aos pacientes na fila.

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