Um jumento inflável de três metros foi instalado em Salvador como símbolo de uma mobilização em defesa da preservação da espécie e pela aprovação do projeto de lei que proíbe o abate de jumentos em todo o país.
O PL 2387/2022 tramita na Câmara dos Deputados desde 2022, mas ainda não foi incluído em pauta para votação. Em 13 de abril, a Justiça Federal determinou a suspensão do abate dos animais.
A peça inflável ficará exposta no Largo do Pelourinho e, nos dias 6 e 7 de maio, em frente à Assembleia Legislativa da Bahia. Nessas mesmas datas, a Assembleia sediará o Workshop Internacional Jumentos do Brasil, que reunirá especialistas, representantes do poder público e organizações da sociedade civil para discutir o futuro da espécie.
As inscrições para o evento estão disponíveis no site da Universidade Federal da Bahia. A ação é organizada por entidades como a Frente Nacional de Defesa dos Jumentos e o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal.
Dados de organizações de defesa animal apontam que o Brasil perdeu 94% de sua população de jumentos entre 1996 e 2024. Na prática, dos cem animais existentes na década de 1990 restam cerca de seis atualmente.
Pesquisadores vinculam a queda sobretudo ao abate para extração da pele, que é exportada para a China. Lá, o colágeno obtido é usado na produção do ejiao, uma substância empregada como remédio para retardar o envelhecimento, apesar da ausência de comprovação científica.



