sexta-feira, maio 15, 2026
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Polícia investiga padrasto de aluno suspeito de planejar ataque à escola

Duas funcionárias que morreram no ataque a uma escola em Rio Branco são veladas nesta quarta-feira (6). As vítimas trabalhavam como supervisoras de corredor na Escola Instituto São José, alvo do atentado ocorrido na tarde de terça-feira (6).

Raquel Sales Feitosa, 37 anos, está sendo velada na Funerária São João Batista, em Rio Branco. Alzenir Pereira da Silva, 53 anos, recebe homenagem fúnebre na casa da família, no bairro Cidade Nova. Ainda não há informação sobre os horários dos sepultamentos.

O autor do ataque é um aluno de 13 anos que assumiu a autoria dos disparos. O adolescente está sob custódia e a polícia apreendeu uma pistola calibre .38 no local.

Uma terceira funcionária, de 40 anos, e uma aluna, de 11, ficaram feridas e deram entrada no Ponto de Socorro de Rio Branco; ambas estão em situação estável.

O padrasto do menor, responsável legal e proprietário da arma, também foi detido. A Polícia Civil do Acre conduz duas linhas de investigação: uma sobre a guarda e responsabilidade pelo armamento e outra sobre o ato infracional praticado pelo adolescente. As autoridades também apreenderam o celular do jovem para apurar eventual participação em grupos que planejavam outros ataques.

O caso mobilizou órgãos públicos das esferas municipal, estadual e federal.

Suspensão de aulas e medidas de segurança

As aulas na rede estadual do Acre foram suspensas por três dias. A Prefeitura de Rio Branco adotou a mesma medida na rede municipal e anunciou um projeto de segurança para a escola atacada, com apoio às famílias das vítimas, a estudantes, servidores e à direção da instituição.

A Secretaria de Justiça e Segurança Pública do estado informou que medidas emergenciais serão implantadas, entre elas detectores de metal e revista de mochilas e bolsas na entrada das escolas.

O Tribunal de Justiça do Acre determinou a proteção da imagem e das informações relacionadas aos envolvidos, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente.

O Ministério da Educação enviou uma equipe do Programa Escola que Protege ao estado, com especialistas em atendimento a situações de crise e violência extrema. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também manifestou-se nas redes sociais sobre o episódio.

Com produção de Luciene Cruz.

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