A policial militar Yasmin Ferreira, de 21 anos, foi suspensa da corporação por decisão judicial após o disparo que matou Thawanna Salmázio, na zona leste de São Paulo, no início deste mês. A Justiça impôs restrições à agente enquanto tramita o processo.
Entre as medidas estão a proibição de portar arma de fogo, a proibição de manter contato com testemunhas e familiares da vítima, a obrigação de obter autorização judicial para sair da região e o recolhimento domiciliar entre 22h e 5h.
O magistrado Antônio Carlos Ponte de Souza, do Tribunal de Justiça de São Paulo, afirmou haver provas de materialidade e indícios suficientes de autoria. Na decisão, o juiz também citou sinais de impulsividade, descontrole emocional e uso desproporcional da força.
O crime ocorreu na noite de 3 de abril, em Cidade Tiradentes. A polícia informou que uma viatura com dois agentes passava pelo bairro quando houve contato entre o veículo e a pessoa que acompanhava a vítima. A viatura parou e, durante a abordagem, houve confronto. A policial saiu da viatura e efetuou um disparo. Thawanna, de 31 anos, morreu em um hospital da região em menos de uma hora. Ela deixou cinco filhos.
A Secretaria de Segurança Pública informou que o caso é investigado com prioridade pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa e por meio de Inquérito Policial Militar, com acompanhamento das corregedorias. O Ministério Público e a ouvidoria da Polícia Militar de São Paulo também acompanham as apurações.
Com informações da Agência Brasil.



