quarta-feira, abril 22, 2026
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Dourados registra 6.411 notificações e 2.204 casos confirmados de chikungunya

O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública, criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município, mantém os mutirões de limpeza nas aldeias e bairros com maior incidência do mosquito Aedes aegypti

O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) da Prefeitura de Dourados, responsável pela coordenação do enfrentamento à epidemia de chikungunya na cidade e na Reserva Indígena, divulgou no Informe Epidemiológico nº 30 que o município registrou 6.411 notificações da doença.

Do total, são 2.204 casos confirmados, 4.959 classificados como prováveis, 1.462 descartados e 2.755 permanecem em investigação.

A prefeitura reporta sobrecarga na rede de saúde municipal e avanço dos casos em diversos bairros, situação que tem pressionado a capacidade hospitalar local.

Atualmente, 41 pacientes estão internados por complicações da chikungunya nas unidades de Dourados. A ocupação por hospital é: Hospital Indígena Porta da Esperança (Missão Caiuá) 2 leitos; Hospital Universitário HU-UFGD 22; Hospital Cassems 5; Hospital Regional do Governo do Estado 7; Hospital da Vida 2; Hospital Evangélico Mackenzie 3.

A epidemia é particularmente grave na Reserva Indígena de Dourados. Nas aldeias Bororó e Jaguapiru foram notificados 2.976 casos, sendo 1.461 confirmados, 2.337 classificados como prováveis, 639 descartados e 876 em investigação.

Dos oito óbitos confirmados por complicações da chikungunya, sete ocorreram entre moradores da reserva indígena.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que a campanha de vacinação contra o vírus da chikungunya começa em 27 de abril, integrando o Plano de Ação do COE. A capacitação de profissionais de enfermagem e vacinadores já está em andamento para orientar sobre contraindicações e identificar comorbidades antes da aplicação.

A distribuição das doses às salas de vacinação, incluindo unidades de saúde indígena, está programada para sexta-feira, 24 de abril. A vacinação nas unidades de saúde terá início na segunda-feira, 27 de abril.

Conforme normas do Ministério da Saúde, a vacina será destinada a pessoas entre 18 e 59 anos. Estão contraindicadas gestantes e lactantes; pessoas em uso de imunossupressores (como corticosteroides em altas doses); com imunodeficiência congênita; em tratamento oncológico por quimioterapia ou radioterapia; transplantados de órgão sólido; transplantados de medula óssea há menos de dois anos; pessoas com HIV/Aids; e pacientes com doenças autoimunes, como lúpus e artrite reumatoide.

Também há contraindicações para quem apresenta duas condições crônicas entre diabetes, hipertensão, insuficiência cardíaca, arritmia, doença pulmonar crônica, doença renal crônica, obesidade (IMC > 30), doença hepática crônica ou histórico de câncer em tratamento ou remissão.

A vacinação não será aplicada em casos de chikungunya nos últimos 30 dias, em situação febril grave, após recepção de vacina de vírus atenuado nos últimos 28 dias ou de vacina de vírus inativado nos últimos 14 dias.

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